Análise: Cuca reinventa escalação do Santos, sofre cornetagem e time atropela o Cruzeiro na Vila
Na ausência de Escobar, suspenso, o técnico do Peixe montou linha de três na defesa e novo esquema tático funcionou O Santos soma cinco jogos sem perder no Brasileirão e venceu o Cruzeiro por 2 a 1 neste sábado (12), na ...
O Santos soma cinco jogos sem perder no Brasileirão e venceu o Cruzeiro por 2 a 1 neste sábado (12), na Vila Belmiro, pela 27ª rodada da competição nacional. O Alvinegro Praiano deixou a briga contra a zona do rebaixamento para trás e pulou para o 10º lugar, com 35 pontos. Diante da Raposa, mesmo desfalcado, a equipe foi muito superior ao time mineiro.
Cuca supera cornetagem em vitória do Peixe
Na ausência de Escobar, suspenso, o técnico do Santos escalou uma linha de três na defesa: Igor Vinícius, Luan Peres e Willian Arão. Rodinei e o estreante Cebolinha atuaram como alas. Isso no momento sem bola. Atacando, Luan Peres se transformava em lateral para dar liberdade a Cebolinha.
Christian Oliva, poupado, começou no banco de reservas e o criticado João Schmidt entrou no meio-campo e Rony substituiu Gabigol, suspenso. A estratégia de Cuca foi bastante criticada pela torcida antes da bola rolar, mas surtiu efeito e o técnico ‘calou os críticos’.
O Peixe amassou a Raposa e foi superior desde o primeiro minuto da partida. Os donos da casa pressionaram o time mineiro e, com troca constante dos jogadores no ataque, o Alvinegro conseguiu confundir a marcação adversária. Cebolinha iniciava como ala, mas com bola tinha bastante liberdade para atacar.
Vale o mesmo para Gabriel Bontempo, que fez um jogo de almanaque na Vila, e iniciou como segundo volante. O Menino da Vila, convocado nesta semana à Seleção Brasileira, flutuava bastante no meio-campo e Rony, como falso 9, não ficava preso dentro da área e outros jogadores preenchiam o centro do ataque.
Só no primeiro tempo, o Alvinegro Praiano finalizou 16 vezes. Mesmo com apenas 54% de posse de bola, o time de Cuca foi extremamente vertical e o Cruzeiro não conseguiu equilibrar o jogo em nenhum momento da partida.
O primeiro gol até que demorou a sair: após algumas chances perdidas, o Santos só fez 1 a 0 aos 27 minutos. Igor Vinícius roubou a bola de Arroyo, do Cruzeiro, e na sequência da jogada Rollheiser abriu o placar. Cebolinha finalizou de primeira e, no rebote, o meia argentino marcou.
Alguns minutos depois, em contra-ataque rápido, Rony lançou Rodinei e o ala pela direita colocou a bola dentro da área. A bola desviou em Fabrício Bruno e o Peixe ampliou o placar na Vila Belmiro.
Cruzeiro desconta, mas o Peixe vence
No segundo tempo, o Peixe manteve o mesmo ritmo e perdeu inúmeras oportunidades de fazer o terceiro, especialmente nos pés de Rony. É verdade que o jogo ficou perigoso no final após o gol de Matheus Pereira, mas um empate seria um resultado muito injusto.
Aos 44 minutos do segundo tempo, Fabrício Bruno fez um lançamento preciso e Lucho Rodríguez ajeitou a bola para a chegada de Matheus Pereira. O camisa 10 do Cruzeiro, livre de marcação, fez o gol do Alviceleste. Willian Arão, sem condições físicas, apenas fez número em campo no final e o jogo teve um contorno de drama.
Zé Lucas quase empatou o jogo na Vila Belmiro nos acréscimos, mas o Santos conseguiu segurar o resultado. No fim, a estratégia de Cuca deu certo e o Peixe, talvez, fez a sua melhor atuação não só deste ano. Mas das últimas cinco temporadas.
Com a vitória diante da Raposa, o Peixe pulou para o 10º lugar, com 35 pontos, e já pode começar a vislumbrar uma disputa por vaga na Libertadores via Brasileirão. A distância para o Bahia, quinto colocado, está em oito pontos. Agora, o Peixe foca no duelo contra o Atlético-MG, na quarta-feira (16), pela volta das quartas de final da Sul-Americana.