Grêmio vence o Riestra no abafa, mas atuação reforça falta de evolução do time
Grêmio vence o Riestra com gol de Amuzu, mas desempenho coletivo preocupa e evidencia falta de evolução. Mesmo com vitória no fim e brilho individual de Amuzu e Enamorado, desempenho coletivo do Grêmio segue abaixo e pre...
Mesmo com vitória no fim e brilho individual de Amuzu e Enamorado, desempenho coletivo do Grêmio segue abaixo e preocupa para a sequência
O Grêmio até conseguiu a vitória sobre o Deportivo Riestra na Arena, mas saiu de campo com mais questionamentos do que respostas. O desempenho coletivo voltou a ser abaixo, repetindo os mesmos problemas vistos no primeiro tempo e em jogos recentes, mesmo com o resultado positivo no placar.
Depois de um primeiro tempo marcado por posse de bola improdutiva, pouca criatividade e vaias da torcida, a expectativa era de mudança na etapa final. O técnico promoveu três alterações logo na volta do intervalo, com as entradas de Arthur, Amuzu e Enamorado nos lugares de Tetê, Gabriel Mec e Dodi, tentando dar nova dinâmica ao time.
Mas o cenário complicou rapidamente. Aos 3 minutos do segundo tempo, Nardoni foi expulso em um lance bizarro, levantando demais a perna e acertando a cabeça de um jogador do Riestra. Cartão vermelho direto que mudou completamente o contexto da partida.
Mesmo com um a menos, Grêmio segue previsível e depende de individualidades
Mesmo com a inferioridade numérica, o roteiro pouco mudou. O Grêmio seguiu insistindo em jogadas pelos lados e cruzamentos para a área, enquanto o Riestra mantinha sua proposta defensiva, com duas linhas baixas e esperando contra-ataques.
Aos 10 minutos, o adversário ganhou confiança e colocou um atacante a mais, tentando aproveitar o momento. Ainda assim, o Tricolor encontrava no lado direito sua principal válvula de escape, com Enamorado sendo o jogador mais agressivo e perigoso, indo para cima e tentando quebrar linhas.
Mesmo com mais movimentação após as mudanças — especialmente com Arthur dando mobilidade ao meio – o time seguiu com dificuldades claras: sem triangulações consistentes, sem passes de profundidade e extremamente previsível.
Vitória no fim não apaga atuação ruim

O segundo tempo teve lances que resumem bem o jogo. Um pênalti claro em Amuzu após cruzamento de Pavon não foi marcado nem com auxílio do VAR. Em outro momento, até o árbitro atrapalhou o Grêmio, interceptando uma jogada promissora que cairia nos pés de Arthur na entrada da área.
As melhores tentativas vieram em ações individuais. Amuzu quase marcou em um chutaço de fora da área, exigindo grande defesa do goleiro Arce aos 22 minutos. O próprio Amuzu foi, ao lado de Enamorado, o destaque do time – os únicos capazes de romper a previsibilidade coletiva.
O gol da vitória saiu apenas aos 42 minutos, em uma jogada individual brilhante de Enamorado, que passou por dois marcadores e cruzou rasteiro para Amuzu finalizar no ângulo. Um golaço que nasceu da individualidade, não da construção coletiva.
Enamorado entrou e incendiou o jogo, mostrando vontade e agressividade. Amuzu, por sua vez, confirmou sua regularidade, sendo um dos jogadores mais confiáveis do elenco desde o fim da última temporada, ao lado de Carlos Vinícius.
Nos minutos finais, o Riestra ainda tentou pressionar com bolas na área, enquanto o Grêmio respondeu em contra-ataque. Amuzu teve a chance de matar o jogo no último lance, mas finalizou em cima do goleiro após arrancada — poderia ter escolhido melhor, com uma cavadinha ou drible.
No geral, o diagnóstico é claro: foi um jogo muito ruim do Grêmio. A vitória veio muito mais na vontade, na transpiração e no abafa do que na organização. Não houve evolução coletiva perceptível.
No fim das contas, valeu o resultado – especialmente pela importância na competição e pela confiança. Mas fica o alerta: o Grêmio precisa jogar muito mais do que apresentou, mesmo vencendo.