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Paulo Buosi ganha força para substituir Leila Pereira na presidência e quer Abel no Palmeiras até 2030

Paulo Buosi ganha força para substituir Leila Pereira na presidência e quer Abel no Palmeiras até 2030

24/09/2026 16:18

Atual 2º vice-presidente é o principal nome da situação para 2027 e planeja manter estrutura construída por Leila, incluindo a permanência da comissão técnica portuguesa por mais três temporadas A sucessão de Leila Perei...

Atual 2º vice-presidente é o principal nome da situação para 2027 e planeja manter estrutura construída por Leila, incluindo a permanência da comissão técnica portuguesa por mais três temporadas

A sucessão de Leila Pereira começa a ganhar contornos mais claros dentro do Palmeiras. Embora a eleição presidencial esteja marcada apenas para o fim de 2027, Paulo Buosi, atual 2º vice-presidente, aparece como o principal nome do grupo de situação para dar continuidade ao projeto da atual mandatária.

A informação foi divulgada por Leonardo Barbieri e Rafael Bullara, do Nosso Palestra, e reforça um cenário que já vinha sendo especulado nos bastidores do Verdão.

Assim como divulgado pelo Bolavip Brasil em março, Buosi ganhou espaço na avaliação interna justamente pelo período em que participa da administração do clube. O dirigente já fazia parte da estrutura política do Palmeiras durante a gestão de Maurício Galiotte e permaneceu no comando com Leila.

A experiência acumulada é vista como um fator importante para quem pretende manter a linha administrativa implementada nos últimos anos. E é justamente aí que a possível candidatura de Buosi ganha peso: mais do que escolher um novo presidente, o Palmeiras poderá decidir em 2027 se quer manter o modelo que vem sendo construído desde a chegada de Leila ao poder.

Buosi já começa a ocupar espaço de Leila

Um dos sinais de que o dirigente vem ganhando protagonismo está nas funções que já desempenha durante o atual mandato. Nesta quinta-feira (24), por exemplo, Buosi foi o representante de Leila em uma reunião da Conmebol, em Luque, no Paraguai, para tratar dos planos e da organização dos confrontos da semifinal da Libertadores contra o Fluminense.

A situação chama atenção porque, na prática, Buosi começa a assumir responsabilidades que podem fazer parte de sua rotina caso seja eleito presidente. Entre os temas nos quais o dirigente já estaria se ambientando estão contratos de marketing e patrocínios, além de questões estratégicas relacionadas às categorias de base e ao futuro da comissão técnica.

A principal questão: Abel Ferreira

Se existe um assunto capaz de definir o discurso de continuidade de uma eventual candidatura de Buosi, esse assunto é Abel Ferreira.

O treinador tem contrato com o Palmeiras até dezembro de 2027, renovado em dezembro de 2025, e o vínculo não possui multa rescisória para nenhum dos lados. Ou seja: o futuro de Abel e o futuro da sucessão presidencial estarão praticamente conectados.

Leila Pereira tem dado respaldo público ao português e não trabalha com a possibilidade de uma saída antecipada. A relação construída entre os dois ao longo dos últimos anos também pode ser um dos principais ativos políticos de Buosi.

O possível sucessor pretende utilizar justamente essa proximidade para tentar convencer Abel a permanecer no clube depois do fim do atual contrato. E existe uma ambição ainda maior: caso Buosi seja eleito para o triênio 2028-2029-2030, a ideia seria manter Abel no comando durante todo o período.

Foto: gerada com auxílio de IA pelo Bolavip Brasil

Isso significaria transformar a atual relação entre presidente e treinador em uma espécie de projeto de longo prazo, atravessando uma mudança de comando no clube sem necessariamente alterar a principal peça do futebol.

A continuidade como discurso político

A eventual candidatura de Buosi também deixa claro qual seria seu principal argumento diante dos associados: continuidade. Em vez de apresentar uma ruptura com a gestão Leila, o atual vice teria condições de defender a manutenção de processos administrativos, comerciais e esportivos que já estão em andamento.

Isso inclui a política de patrocínios e marketing, a estrutura das categorias de base e, principalmente, a tentativa de preservar uma comissão técnica que se tornou um dos pilares do Palmeiras nos últimos anos.

Nesse cenário, a permanência de Abel teria um peso simbólico enorme. O português já atravessou diferentes momentos do Palmeiras e sobreviveu a mudanças importantes na estrutura política do clube. Se permanecer até 2030, poderá completar um ciclo que atravessaria Maurício Galiotte, duas gestões de Leila e uma eventual administração de Buosi.

João Paulo Sampaio também entra no projeto

Outro nome importante nessa equação é João Paulo Sampaio. O coordenador das categorias de base está no Palmeiras há mais de uma década e já sinalizou o desejo de continuar trabalhando no clube depois de 2027. Por isso, sua situação é considerada menos delicada dentro do planejamento de uma possível gestão Buosi.

A permanência de Sampaio reforçaria outro ponto da atual filosofia do Palmeiras: a valorização da formação de jogadores e a integração entre as categorias de base e o futebol profissional.

Se Abel e Sampaio permanecerem, Buosi teria a possibilidade de iniciar uma eventual gestão sem promover uma grande reformulação no futebol. E essa pode ser justamente a intenção.

O que muda no Palmeiras se Buosi vencer?

A resposta mais provável é: muito menos do que mudaria em uma eventual vitória da oposição. Buosi representa, neste momento, a possibilidade de o Palmeiras trocar de presidente sem necessariamente trocar de projeto.

Isso não significa que sua eventual gestão seria idêntica à de Leila. Todo novo presidente naturalmente terá suas próprias prioridades, sua equipe e sua forma de administrar. Mas a experiência acumulada pelo dirigente dentro do clube indica que a tendência seria preservar boa parte da estrutura existente.

No futebol, isso poderia significar a manutenção de Abel, de João Paulo Sampaio e de uma filosofia que combina investimento no elenco, força financeira, utilização da base e busca constante por títulos.

Nos bastidores, a continuidade poderia ser ainda mais evidente na área comercial, justamente um dos setores nos quais Buosi já estaria se ambientando. O grande desafio seria provar que continuidade não significa acomodação.

Uma eventual administração Buosi precisaria encontrar o equilíbrio entre preservar aquilo que funciona e promover mudanças quando os resultados ou os processos exigirem.