Análise: Corinthians piora cenário com pendências de rescisões com Mano Menezes e outros três técnicos
Situação financeira do clube é gravíssima por inúmeros motivos, gerando uma preocupação muito grande no Timão Não é mais surpresa para ninguém que o Corinthians vive um cenário assustador quando se trata da parte finance...
Não é mais surpresa para ninguém que o Corinthians vive um cenário assustador quando se trata da parte financeira, algo que parece ficar pior a cada dia, já que novas dívidas vão aparecendo. Para se ter ideia, o clube ainda carrega pendências financeiras relacionadas às rescisões contratuais de quatro treinadores que foram demitidos nos últimos anos.
Conforme publicou a Gazeta Esportiva, os envolvidos são Mano Menezes, António Oliveira, Ramón Díaz e Dorival Júnior, que deixaram o Timão após acordos que ainda não foram totalmente quitados pelo clube, sendo essa apenas uma das milhares de dívidas que precisariam ser quitadas, mas não é recursos para isso.
Situação das pendências:
Todos esses comandantes acima citados foram desligados durante as gestões de Augusto Melo e Osmar Stabile, sendo que o primeiro deles é quem tem o maior valor a ser recebido: demitido em fevereiro de 2024, o acordo foi estabelecido em R$ 10 milhões e ainda restam duas parcelas pendentes.
Logo em seguida vem o português, que permaneceu no cargo até julho de 2024 e teve rescisão fixada em R$ 1,6 milhão, dos quais ainda existem duas parcelas a serem quitadas pelo Timão.
Em relação ao argentino, que comandou o Corinthians entre julho de 2024 e abril de 2025, tendo seu nome ventilado em um possível retorno atualmente, fechou em R$ 7,5 milhões, mas ainda restam duas parcelas ainda em aberto.
Por fim, Dorival Júnior, demitido em abril de 2026, teria R$ 7,5 milhões a receber no total, mas o clube só pagou uma delas.
Considerando os quatro acordos, os valores originalmente estabelecidos nas rescisões chegam a R$ 26,6 milhões.

Em decorrência de um conjunto gigantesco de obrigações que o clube precisa administrar enquanto enfrenta dificuldades para manter seu fluxo de caixa, esses quatro cenários detalhados acima reforçam a dificuldade do clube em honrar compromissos assumidos anteriormente.
Buraco nos cofres:
Analisando os números gerais, fica claro o “buraco” nos cofres: o Corinthians acumulou déficit de R$ 278,7 milhões nos sete primeiros meses de 2026, valor 258% superior aos R$ 77,8 milhões previstos no orçamento para o período.
Para pior ainda mais, o clube ainda encerrou julho com patrimônio líquido negativo de R$ 1,05 bilhão, enquanto as obrigações somavam R$ 1,14 bilhão no curto prazo e R$ 2,21 bilhões no longo prazo, valores considerados altíssimos e que não tem uma previsão de quitação.
Resumidamente, para quem acha que o problema do Timão é apenas dentro de campo, com resultados muito ruins em 2026, a situação pior é a dos bastidores, até porque, ao invés de serem resolvidos aos poucos, os problemas só estão aumentando.