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Corinthians já desembolsou R$ 56 milhões para a Caixa no refinanciamento da Neo Química Arena em 2026

Corinthians já desembolsou R$ 56 milhões para a Caixa no refinanciamento da Neo Química Arena em 2026

21/07/2026 19:25

Timão quitou a segunda parcela trimestral do financiamento e já alcançou quase metade do valor previsto para 2026 Com o encerramento da Copa do Mundo de 2026, o Corinthians se prepara para voltar a campo nesta quinta-fei...

Timão quitou a segunda parcela trimestral do financiamento e já alcançou quase metade do valor previsto para 2026

Com o encerramento da Copa do Mundo de 2026, o Corinthians se prepara para voltar a campo nesta quinta-feira (23), às 19h30, para enfrentar o Remo, na Neo Química Arena, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

E, enquanto se prepara para retornar aos gramados, os assuntos financeiros do Timão estão em alta. Além de sofrer um novo transfer ban, o clube efetuou, nos últimos dias, o pagamento da parcela trimestral do refinanciamento junto à Caixa Econômica Federal referente à construção da Neo Química Arena, conforme informação divulgada pelo Meu Timão.

A parcela, que venceu em 25 de junho, tem valor aproximado de R$ 28 milhões. Somando-se ao pagamento realizado em março, também na faixa de R$ 28 milhões, a diretoria corintiana já desembolsou cerca de R$ 56 milhões dos aproximadamente R$ 115 milhões previstos para este ano.

Acordo de refinanciamento foi firmado em 2022

Conforme estabelecido no contrato firmado em 2022, a dívida da Arena é paga por meio de parcelas trimestrais com valores variáveis. Atualmente, elas oscilam entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões, dependendo da taxa Selic e do saldo devedor atualizado. O próximo vencimento está marcado para 25 de setembro, enquanto a última parcela de 2026 deverá ser quitada em 25 de dezembro.

Em caso de inadimplência, a Caixa tem a possibilidade de utilizar a chamada “conta reserva” para garantir o recebimento dos valores. Esse fundo vinculado ao estádio precisa manter um saldo mínimo equivalente a quatro parcelas trimestrais do financiamento, montante que pode variar entre R$ 80 milhões e R$ 120 milhões, conforme a taxa de juros.

A reserva representa cerca de um ano de amortização da dívida e foi criada justamente para evitar atrasos futuros. Também vale destacar que, caso a conta reserva, abastecida com as garantias apresentadas pelo Corinthians, não esteja completamente preenchida, o banco estatal pode bloquear receitas do clube para complementar os recursos necessários.

Término do pagamento está previsto para 2041

Foi o que aconteceu em dezembro de 2025, quando 50% da premiação obtida pelo Corinthians com o título da Copa do Brasil foi retida. O refinanciamento, por sua vez, foi estruturado para pagamento em longo prazo, com término previsto apenas para dezembro de 2041.

O Corinthians iniciou os pagamentos do novo acordo em 2023. Nos dois primeiros anos do refinanciamento, em 2023 e 2024, o clube quitou apenas os valores referentes aos juros acumulados durante o período em que deixou de honrar o contrato original, firmado em 2013. Ao todo, foram pagas oito parcelas trimestrais relacionadas aos cinco anos de inadimplência.