CEO da Cimed mira maior espaço no futebol após proibição de bets; onde Palmeiras ganha com isso?
João Adibe, dono da farmacêutica, revelou que a empresa quer ampliar investimentos no futebol brasileiro após a saída das casas de apostas A reorganização do mercado de patrocínios esportivos no Brasil pode abrir uma nov...
A reorganização do mercado de patrocínios esportivos no Brasil pode abrir uma nova oportunidade para o Palmeiras. Com a saída das casas de apostas do futebol nacional, a Cimed sinalizou que pretende ampliar sua presença no segmento e colocou os clubes brasileiros no radar para novos investimentos.
Presidente e CEO do Grupo Cimed, João Adibe Marques, declarou nas redes sociais que a empresa está disposta a analisar propostas de equipes interessadas em contar com a marca Super em seus uniformes. E o Palmeiras aparece naturalmente como um dos clubes que podem se beneficiar desse movimento.
A manifestação aconteceu após o governo Lula editar a Medida Provisória 1.394/2026, que determina o encerramento das operações das bets e provoca mudanças importantes no mercado de publicidade e patrocínios esportivos.
O que dono da Cimed falou sobre o tema
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Adibe conversou com integrantes da Cimed sobre os planos da companhia para o futebol e deixou clara a intenção de ocupar parte do espaço que será aberto pela saída das empresas de apostas.
Na sequência, o executivo reforçou que a farmacêutica está aberta para oportunidades no mercado. “Não temos limite de patrocínio, hein? Não temos limite.”
Palmeiras já tem parceria com a Cimed
A possibilidade de uma ampliação da parceria ganha ainda mais força no caso do Palmeiras porque Cimed e Verdão já possuem um contrato vigente.
O acordo foi anunciado em outubro de 2025 e tem validade até dezembro de 2027, contemplando o futebol profissional masculino, o feminino e também as categorias de base.
Atualmente, a marca da companhia aparece na região do omoplata da camisa do time masculino. O vínculo também prevê o desenvolvimento de produtos licenciados do Palmeiras dentro das principais marcas da farmacêutica.
Segundo a estimativa apresentada na época do acordo, a parceria pode representar uma receita de aproximadamente R$ 57 milhões ao Palmeiras até o fim de 2027, considerando valores fixos e variáveis.
Análise: Cimed pode mirar espaço maior na camisa
É justamente nesse cenário que a declaração de João Adibe ganha relevância para o Palmeiras. Caso o clube precise encontrar um novo patrocinador para o espaço máster atualmente ocupado pela Sportingbet, a Cimed poderia surgir como uma alternativa para ampliar a parceria já existente.
Não há, até o momento, qualquer confirmação de negociação entre Palmeiras e Cimed para o espaço máster. A empresa também não divulgou quais clubes pretende patrocinar ou quais propriedades pretende ocupar.
A fala do CEO – palmeirense de coração -, porém, demonstra que a farmacêutica está disposta a aumentar sua exposição no futebol e analisar oportunidades que surgirem com a nova configuração do mercado.
Para o Palmeiras, que já possui uma relação comercial estabelecida com a Cimed, isso pode representar uma vantagem estratégica caso a empresa decida elevar o investimento no clube.