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Santos recebe ‘veto’ por jogo no MorumBIS contra o Bahia e busca alternativas para jogar fora da Vila

Santos recebe ‘veto’ por jogo no MorumBIS contra o Bahia e busca alternativas para jogar fora da Vila

15/10/2026 00:54

Peixe não joga como mandante no estádio do São Paulo há mais de um ano e tem acordo com o rival, mas autoridades vetaram O último jogo do Santos como mandante no MorumBIS foi contra o Vasco na derrota por 6 a 0, em agost...

Peixe não joga como mandante no estádio do São Paulo há mais de um ano e tem acordo com o rival, mas autoridades vetaram

O último jogo do Santos como mandante no MorumBIS foi contra o Vasco na derrota por 6 a 0, em agosto de 2025, pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2025. Agora, a diretoria tentou mandar a partida diante do Bahia, que acontece em 24 de setembro, pela 32ª rodada da competição nacional, no estádio do São Paulo.

Autoridades ‘vetam’ e Peixe busca alternativas

Nesta semana, a CBF confirmou o clássico entre São Paulo x Corinthians, na Vila Belmiro, pela 34ª rodada. Isso porque o MorumBIS será palco dos shows da banda estrangeira BTS no fim de outubro e não teria tempo hábil para trocar o gramado.

O Peixe liberou o seu estádio para o rival e, em troca, existe um acordo para o time mandar dois jogos no MorumBIS como mandante. A relação entre os dois clubes é boa e a intenção da diretoria santista era enfrentar o Bahia no local, mas recebeu um veto das autoridades, segundo Lucas Musetti.

Isso porque no mesmo dia Palmeiras x Bragantino se enfrentam no sábado (24) e o Ministério Público de São Paulo e a Polícia não liberam que dois grandes clubes do Estado joguem no mesmo dia em regiões próximas. O município de Barueri fica próximo da capital paulista.

O Santos segue tentando um acordo com as autoridades, mas é muito difícil de conseguir essa liberação para jogar no MorumBIS no mesmo dia do jogo do Palmeiras. O colega Lucas Musetti informou que a diretoria pensou em antecipar o duelo com o Bahia para sexta-feira (23), mas existe o interesse das TVS e o próprio Tricolor não gostou da ideia.

O Alvinegro Praiano também tentou levar a partida para o Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, mas o estádio não tem a tecnologia do impedimento semi-automático e quem vetou foi a CBF, como informou o jornalista citado acima.

Entenda o motivo da diretoria buscar jogar fora da Vila

O Alvinegro Praiano está fazendo pequenas reformas no Urbano Caldeira para aumentar a capacidade do estádio, em que a diretoria denomina de projeto ‘retrofit’. Contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, o clube paulista já teve público recorde – 16.900 torcedores estiveram no estádio para uma renda de R$ 669,9 mil.

Uma das reformas é na arquibancada dos portões 7/8, onde ficam as torcidas organizadas, para deixar o local mais próximo do gramado, e a previsão é receber pouco mais de cinco mil torcedores no setor quando as obras forem encerradas.

Com isso, a arquibancada 7/8 deve ficar interditada para o duelo contra o Bahia, o que diminui o número de ingressos disponíveis para serem vendidos. Desta forma, a diretoria santista mira um estádio com maior capacidade para atender o seu torcedor com o objetivo de conseguir uma receita maior de bilheteria.

Nesta temporada, o Alvinegro Praiano fez duas partidas em São Paulo como mandante: em 25 de janeiro, contra o Bragantino, pelo Paulistão, o time santista atuou na Neo Química Arena para um público de 30.609 torcedores.

Neste Brasileirão de 2026, o único jogo como mandante na capital paulista foi contra o Coritiba, na Neo Química Arena. A partida foi a última de Neymar antes de se apresentar à Seleção Brasileira e a partida teve um público pagante de 45 mil pessoas, e uma renda de R$ 3 milhões.

Além disso, se a partida for mantida na Vila Belmiro, o Peixe terá que realocar os torcedores das organizadas para outro setor do estádio. Todos esses fatores levam o clube a tentar jogar fora do Urbano Caldeira. Mas, até o momento, a diretoria não encontrou uma alternativa viável e luta contra o tempo.