Ancelotti mantém base da Seleção da Copa 2022 e bate recorde em Mundiais
Técnico italiano mantém 15 jogadores da Copa do Catar e registra maior repetição brasileira em Mundiais O técnico Carlo Ancelotti anunciou na última segunda-feira (18) a lista dos 26 convocados da Seleção Brasileira para...
O técnico Carlo Ancelotti anunciou na última segunda-feira (18) a lista dos 26 convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. A relação chamou atenção pela manutenção da base que esteve no Mundial do Catar, disputado há quatro anos.
Ao todo, 15 jogadores que defenderam o Brasil em 2022 foram novamente convocados. O número representa a maior repetição de atletas entre duas Copas do Mundo na história da Seleção Brasileira, superando até mesmo a equipe bicampeã mundial em 1962.
Apesar do recorde em números absolutos, proporcionalmente, a renovação da equipe de Ancelotti ainda é maior que a da Seleção de 1962. O atual grupo conta com 11 estreantes em Mundiais, enquanto o time campeão no Chile teve apenas oito novidades em relação à Copa de 1958.
Histórico mostra que manutenção de base já deu resultado
Apostar em jogadores experientes de Copas anteriores não é novidade na história da Seleção Brasileira. Em 1994, por exemplo, o Brasil conquistou o tetracampeonato nos Estados Unidos com dez atletas remanescentes do grupo eliminado nas oitavas de final da Copa de 1990.
A espinha dorsal daquela campanha histórica já estava presente quatro anos antes. Taffarel, Jorginho, Aldair, Branco, Dunga, Bebeto e Romário fizeram parte dos dois Mundiais. Mazinho, Ricardo Rocha e Müller também repetiram presença nas convocações.

Naquela época, o técnico Carlos Alberto Parreira promoveu uma renovação de 55% do elenco em relação à Copa anterior. O próprio treinador repetiria estratégia semelhante em 2006, quando manteve dez jogadores do grupo que disputou o Mundial de 2002.
Seleção de 1962 ainda lidera em percentual de permanência
A maior continuidade proporcional da história brasileira segue sendo a da Copa de 1962. O técnico Aymoré Moreira levou ao Chile 14 campeões mundiais de 1958 e apenas oito novidades, formando a base que garantiu o bicampeonato da Seleção Brasileira.
No outro extremo aparece a Copa de 1934, quando o Brasil contou com somente dois remanescentes do Mundial de 1930. Já a Seleção de 2014 teve 78% de renovação em relação ao grupo de 2010, índice repetido também nas Copas de 1938, 1958 e 1978