Data FIFA deve provocar mudança de Domínguez no sistema defensivo do Atlético-MG
Pausa nas partidas do Galo cai como uma luva para que o treinador do Atlético promova reviravolta em situação que preocupa para sequência da temporada A pausa da Data Fifa caiu como uma pequena trégua no calendário — des...
A pausa da Data Fifa caiu como uma pequena trégua no calendário — dessas que, no futebol brasileiro, costumam valer mais do que parecem. Para Eduardo Domínguez, ela chega em boa hora no Atlético-MG: não apenas para ajustar o time, mas para algo ainda mais urgente — recuperar quem ficou pelo caminho.
Entre a derrota por 1 a 0 para o Fluminense, em 21 de março, e o jogo contra a Chapecoense, em 2 de abril, há um intervalo de 12 dias. No papel, é só uma pausa. Na prática, é quase um privilégio, afinal, além de turbinar a recuperação de lesionados, o tempo é perfeito para que o técnico do Galo corrija situações preocupantes, como é o caso do sistema defensivo da equipe.
Desde que chegou, Eduardo Domínguez tratou de estancar o problema mais visível: a defesa. Em seis jogos, foram quatro gols sofridos — número que, sem ser exatamente brilhante, indica algum grau de organização num time que antes parecia viver de improvisos. Ainda assim, não é o tipo de estatística que autorize tranquilidade.
Retornos que vão causar mudanças importantes no Galo
A volta de quatro jogadores entregues ao departamento médico oferece ao treinador algo raro: a chance de se consolidar, e não apenas remendar. Com mais opções e menos urgência, Domínguez tenta dar ao time aquilo que o futebol costuma cobrar sem aviso prévio — consistência. A informação é do portal O Tempo.
O volante Mamady Cissé, vítima de um corte profundo no pé direito na final do Campeonato Mineiro, em 8 de março, já deixou para trás o episódio que o tirou de circulação. Recuperado, seguiu para servir a seleção de Guiné em amistosos da Data FIFA e deve retornar da partida pela Seleção de seu país já ficando à disposição de Domínguez.
A pausa também encurta a distância entre o elenco disponível e o ideal. O meia Alexsander, fora desde 31 de janeiro após romper o ligamento colateral medial do joelho esquerdo, já treina normalmente com o grupo desde 13 de março, depois de um tratamento com células-tronco — sinal de que deixou de ser dúvida clínica para voltar a ser opção técnica.
No mesmo movimento, o volante Maycon, afastado desde 1º de março por uma lesão na panturrilha esquerda, reaparece em estágio controlado, alternando corrida em campo e trabalhos físicos. Não são reforços propriamente ditos, mas, no futebol, recuperar peças costuma valer tanto quanto contratar.
Vitor Hugo deve continuar fora de combate

Se alguns já se aproximam, o zagueiro Vitor Hugo ainda corre por fora nesse processo. O Camisa 14, ele também sofreu uma lesão muscular na panturrilha esquerda e, por ora, segue em trabalhos funcionais sob supervisão da preparação física. É o tipo de recuperação que não admite pressa: avança sem alarde, longe do campo, à espera do momento em que deixe de ser cautela e volte a ser opção.