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Losango de Ancelotti e nova função tática barram Luiz Henrique na Seleção Brasileira

Losango de Ancelotti e nova função tática barram Luiz Henrique na Seleção Brasileira

02/07/2026 12:32

Luiz Henrique chegou a ser considerado o trunfo da Seleção na preparação para a Copa, no entanto, uma reviravolta nos planos de Carletto deixou o atacante sem espaço A perda de espaço de Luiz Henrique na Seleção Brasilei...

Luiz Henrique chegou a ser considerado o trunfo da Seleção na preparação para a Copa, no entanto, uma reviravolta nos planos de Carletto deixou o atacante sem espaço

A perda de espaço de Luiz Henrique na Seleção Brasileira ilustra bem a lei da concorrência em uma Copa do Mundo. Cotado para assumir o protagonismo e jogar com frequência devido às lesões de Estêvão e Rodrygo, após ter sido titular na preparação, o atacante perdeu terreno.

Até aqui, a situação do atacante do Zenit na Copa do Mundo se resume, até aqui, aos minutos em que esteve em campo no segundo tempo da estreia contra o Marrocos, sumindo das opções da comissão técnica desde então. Como bem detalhou o jornalista Igor Siqueira, no portal Uol Esporte, a perda de minutos do atacante tem explicação tática: ele deixou de se encaixar no novo modelo e nas características que Ancelotti passou a buscar para o setor direito do ataque.

O nó tático que explica o momento de Luiz Henrique está na mudança para o 4-4-2 em losango. No modelo que Ancelotti testou diante de Haiti, Escócia e Japão, quem faz a dupla de frente com Vini Jr. não pode ser apenas um velocista de beirada: tem que entregar forte pressão defensiva, recompor pela direita e pisar na área com presença de centroavante. Sem Raphinha, lesionado, quem se encaixou perfeitamente nesse perfil foi Rayan. O bom desempenho do jovem atacante acabou fechando de vez as portas para Luiz Henrique.

Longe de se importar com o carisma das redes sociais ou com as piadas sobre o “gol do Rayan hoje”, o jovem de 19 anos vem entregando o que Carlo Ancelotti mais pede: obediência tática e agressividade. Nas últimas partidas, ele participou diretamente de dois gols da Seleção através de seu forte combate sem a bola, sufocando a saída da Escócia e recuperando a posse decisiva contra o Japão.

De fato novo promissor a atacante sem espaço

Esse sucesso recente sufoca o espaço de Luiz Henrique, que no início do ciclo cumpria justamente essa função de “fato novo” vindo do banco de reservas — papel em que teve seu melhor momento na derrota por 2 a 1 para a França.

Maior garçom vindo do banco desde sua estreia em setembro de 2024 — com cinco participações diretas em gols —, Luiz Henrique vê seu espaço minguar por não render o mesmo quando começa entre os titulares. O cenário ficou ainda mais complexo com o afunilamento de opções no setor ofensivo e a sua atuação apagada no primeiro tempo contra o Panamá. Para piorar, a concorrência direta na reserva cresceu em qualidade e entrega tática.

Concorrência complica ainda mais Luiz Henrique

Atualmente, a briga pela vaga de substituto de impacto na Seleção está feroz e cheia de alternativas para Carlo Ancelotti. Enquanto Gabriel Martinelli carimbou essa condição ao garantir a vitória contra o Japão nos acréscimos, Endrick vem sendo acionado constantemente para dar peso à área nos segundos tempos. Com Rayan correspondendo no time inicial e Neymar retornando como opção técnica de peso na rotação com Matheus Cunha, Luiz Henrique acabou sobrando na fila.