Vitória aciona ANRESF contra o Grêmio e cobra dívida milionária por Wagner Leonardo
O Vitória formalizou duas denúncias contra o Grêmio na ANRESF por uma dívida que chega a R$ 10,3 milhões pela venda do zagueiro Wagner Leonardo. O presidente do clube baiano criticou a diretoria tricolor. Presidente do c...
Presidente do clube baiano faz duras críticas à diretoria do Imortal por conta de valores pendentes na negociação do zagueiro.
A negociação envolvendo a transferência do zagueiro Wagner Leonardo ganhou novos capítulos e gerou forte atrito nos bastidores do futebol brasileiro. O Vitória formalizou duas denúncias na ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) cobrando valores referentes à contratação do defensor por parte do Grêmio. Segundo a equipe baiana, o débito total se aproxima de R$ 10,3 milhões.
A ANRESF é o órgão independente criado pela CBF para monitorar, fiscalizar e aplicar sanções no âmbito financeiro dos clubes. Os processos abertos pelo clube baiano envolvem uma cobrança de R$ 5,078 milhões, que já se encontra sob análise da agência, e outra de R$ 5,200 milhões, protocolada nesta semana.
O presidente do Vitória, Fabio Mota, se manifestou publicamente sobre a situação e teceu severas críticas à condução do processo pelo Tricolor. Em tom forte, o dirigente expôs o descontentamento da equipe de Salvador com o atraso nos repasses acordados entre as partes.
“Esculhambação do futebol brasileiro. Fiz as reclamações na agência, que disse que vai sair dando transfer ban em todo mundo”, declarou Fabio Mota ao abordar o caso.
O impacto financeiro alegado pelo clube baiano
A diretoria rubro-negra argumenta que a falta do recebimento dos valores por parte do Imortal desencadeou um efeito dominó na sua própria gestão financeira. O clube baiano afirma que o atraso comprometeu pagamentos devidos a terceiros, incluindo o Portimonense, além de compromissos com Internacional, São Paulo e Atlético-GO.
“Um absurdo. O Vitória de boa fé comprou jogadores porque vendeu pro Grêmio, aí fez um planejamento financeiro, mas o Grêmio não paga, aí continua contratando todo mundo, vai na CNRD e pede parcelamento, não toma transfer ban e de lá pra cá inscreveu 3 ou 4 atletas como se nada estivesse acontecendo”, acrescentou Fabio Mota.

Além das duas parcelas já vencidas e judicializadas na agência reguladora, o Vitória sinaliza a existência de um terceiro pagamento previsto para fevereiro, no valor de R$ 5 milhões. No entanto, os dirigentes baianos demonstram pouca expectativa de recebimento amigável diante do cenário atual.
“Notificamos o Grêmio extrajudicialmente e diziam que quando vendese, pagariam, já venderam 4 ou 5 e nada. Estão prejudicando o Vitória Isso está desequilibrando o campeonato. E o Grêmio não me dá satisfação, não me diz nad ae não está nem aí pra nada. Na janela, contratou 5 ou 6 jogadores. É um absurdo do futebol brasileiro. Enquanto o Inter levou transferban e não inscreveu mais ninguém, e o Grêmio que também briga pra não cair não levou transferban e está inscrevendo todo mundo”, completou o mandatário do Vitória.
Cenário das contas e movimentos do Grêmio no mercado
Em agosto, a diretoria do Grêmio solicitou à CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) o parcelamento em até 60 vezes de débitos que somam R$ 16 milhões. Nessa lista de credores apresentada à câmara figuram agremiações como Cuiabá, Corinthians, América, Rio Branco e Cascavel, além de empresários do meio esportivo, não constando o Vitória entre os nomes listados naquele processo específico.
Paralelamente às discussões no âmbito nacional, o Tricolor enfrentou recentemente uma punição de transfer ban na Fifa decorrente de pendências na negociação do meia Miguel Monsalve junto ao Independiente Medellín.
A expectativa agora gira em torno do posicionamento oficial da ANRESF e dos desdobramentos jurídicos das denúncias. A torcida do Imortal acompanha os movimentos nos bastidores enquanto a equipe mantém o foco na sequência dos compromissos dentro de campo.