Rayan Cherki, meia da França, defende dupla nacionalidade na Copa do Mundo: “Isso nos torna fortes”
O jogador do Manchester City reagiu às críticas e destacou a diversidade como uma das forças da seleção francesa Às vésperas da estreia na Copa do Mundo de 2026, a seleção da França se viu envolvida em uma discussão fora...
Às vésperas da estreia na Copa do Mundo de 2026, a seleção da França se viu envolvida em uma discussão fora das quatro linhas. A dupla nacionalidade de vários jogadores do elenco virou alvo de críticas nas redes sociais, levando a federação francesa a se manifestar publicamente.
Entre os atletas mais citados está Rayan Cherki, do Manchester City. Dono de dupla nacionalidade argelina, o meia apareceu em um vídeo divulgado pela seleção francesa para rebater os ataques e destacar a importância da diversidade no grupo.
“Para ser honesto, não sei por que algumas pessoas não gostam de mim. Posso entender que meu perfil possa ser perturbador. Talvez por eu ter uma barba grande, talvez por eu ser muito moreno. Para mim, é isso que nos torna fortes”, afirmou Cherki.
Meia quer servir de inspiração para outros jovens
O meio-campista passou parte da adolescência na Argélia e afirmou que deseja transformar sua trajetória em um exemplo para outras pessoas. Segundo ele, a experiência pode ajudar a aproximar diferentes culturas e reduzir preconceitos.
“Espero que, por meio dessa experiência, eu possa unir as pessoas. Não tive uma vida fácil. Temos essa capacidade, não importa de onde viemos, a cor da nossa pele, nossas crenças, podemos ter sucesso”, completou o atleta.

A diversidade no elenco francês não é novidade. Na convocação para o amistoso diante do Brasil, realizado em março, por exemplo, a equipe comandada por Didier Deschamps contou com 16 jogadores com dupla nacionalidade.
França é símbolo de fenômeno mundial
A Copa do Mundo de 2026 reúne diversos casos semelhantes. Entre os 1.248 atletas inscritos no torneio, muitos defenderão países diferentes daqueles em que nasceram, em situações explicadas por laços familiares, migrações e processos de naturalização.
A França é o principal retrato desse cenário. Além dos 26 jogadores convocados pelos Bleus com esse perfil, outros 78 atletas que possuem ligação com o país disputarão a competição representando diferentes seleções ao redor do mundo.
