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Torcida do Grêmio se revolta com Ronaldinho após série expor bastidores da negociação frustrada

Torcida do Grêmio se revolta com Ronaldinho após série expor bastidores da negociação frustrada

17/04/2026 14:00

Série sobre Ronaldinho reacende polêmica com o Grêmio e aumenta rejeição da torcida após bastidores de negociação frustrada. Relatos do documentário reacendem ferida antiga e aumentam rejeição ao ídolo pela forma como co...

Série sobre Ronaldinho reacende polêmica com o Grêmio e aumenta rejeição da torcida após bastidores de negociação frustrada.

Relatos do documentário reacendem ferida antiga e aumentam rejeição ao ídolo pela forma como conduziu retorno que nunca aconteceu

A relação entre Ronaldinho Gaúcho e a torcida do Grêmio, que já era delicada, ganhou um novo capítulo – e ainda mais pesado – após a exibição do primeiro episódio da série da Netflix sobre o jogador. Os bastidores revelados reacenderam a indignação dos gremistas, principalmente pela condução da negociação para um possível retorno em 2013.

O episódio mostra versões de Paulo Odone, então presidente do Grêmio, e Roberto Assis, irmão e empresário do jogador. A ideia de um retorno existia, mas o que se vê é uma negociação conturbada, cheia de ruídos, exigências financeiras e desencontros que, na prática, escancaram que a volta nunca esteve tão próxima quanto parecia.

Um dos pontos que mais irritou a torcida foi a questão financeira. Segundo Odone, houve a tentativa de incluir uma dívida milionária na negociação, algo que extrapolava os limites do clube. Do outro lado, Assis sustenta que buscava a melhor saída possível, mas o cenário apresentado reforça uma percepção antiga: faltou vontade real de Ronaldinho em vestir novamente a camisa do Grêmio.

Série reforça rejeição e aumenta cobrança da torcida

A repercussão foi imediata. Nas redes sociais, torcedores reagiram com irritação ao conteúdo do documentário, entendendo que os relatos apenas confirmam aquilo que muitos já sentiam desde 2013: o Grêmio nunca foi prioridade para o jogador naquele momento.

A fala de Pelé no episódio – sugerindo que, se realmente amasse o clube, Ronaldinho poderia até jogar de graça – também ganhou força entre os gremistas. Mais do que uma opinião, virou argumento para reforçar a frustração com alguém que, para muitos, deveria ter tido outra postura.

O sentimento hoje é claro: a mágoa não só permanece como foi intensificada. E o documentário, ao invés de amenizar, apenas jogou mais luz em uma história mal resolvida.

Reaproximação não deve partir do Grêmio

Foto: Reprodução

Diante desse cenário, cresce uma convicção entre parte da torcida – e que também se sustenta como análise: não é o Grêmio que precisa dar o primeiro passo. Pelo contrário.

Se existe qualquer chance de reconstrução dessa relação, ela precisa partir do próprio Ronaldinho. É ele quem deve buscar esse movimento, seja com atitudes públicas, reconhecimento do erro ou até um pedido direto de desculpas.

Mais do que isso: o gesto precisa ser contínuo. Vestir a camisa, valorizar o clube, falar do Grêmio de forma genuína. Não como estratégia de imagem, mas como reconhecimento de uma história que ficou marcada de forma negativa.

Porque hoje, a realidade é dura: a conexão entre Ronaldinho e o Grêmio está quebrada. E não será com silêncio ou distanciamento que isso vai mudar.

O documentário apenas reforçou algo que já era sentido há anos. E deixou ainda mais claro que, sem uma mudança de postura do jogador, essa ferida dificilmente será cicatrizada.