Empresários de Soteldo retiram ação contra o Santos na Justiça após alegarem ‘má-fé’ do clube
Por meio da empresa Secasports, os agentes do camisa 7 cobravam um valor de R$ 4 milhões do clube paulista, mas desistiram da ação Em junho de 2025, o Santos vendeu Yeferson Soteldo ao Fluminense pelo valor de 5,5 milhõe...
Em junho de 2025, o Santos vendeu Yeferson Soteldo ao Fluminense pelo valor de 5,5 milhões de dólares (R$ 30 milhões na época) por 50% do passe do atleta e o camisa 7 assinou com o clube carioca até o fim de 2028. Mas uma batalha jurídica começou desde janeiro deste ano entre o Peixe e o estafe do venezuelano.
Ação na Justiça no valor de R$ 4 milhões
Segundo informações dos colegas da ESPN, em janeiro deste ano por meio da empresa Secasports, da Venezuela, os agentes do atacante entraram com ação na Justiça contra o Santos cobrando valor de R$ 4 milhões e citaram prejuízo econômico pela ida do jogador ao Flu.
Isso porque antes de Soteldo se transferir para o Fluminense, já existia uma pendência financeira que estava sendo discutida na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) no valor de R$ 515 mil. Os empresários também cobravam um valor de comissão no valor de R$ 3,8 milhões.
Segundo informações da ESPN, a empresa Secasports alegou que o Peixe impôs na negociação de Soteldo com o Fluminense uma condição para liberar o jogador: “a empresa deveria outorgar quitação plena e renunciar à integralidade dos créditos discutidos na CNRD, bem como os valores remanescentes do distrato (R$ 960 mil)”.
Ou os empresários de Soteldo renunciavam o valor que tinha a receber ou não tinha negócio. A Secasports disse à Justiça que em “vulnerabilidade econômica” precisou aceitar as exigências do Santos para não ter um prejuízo maior.
Os agentes, porém, alegaram à Justiça na ação movida em janeiro que o Peixe acabou não repassando 5% da transferência do atacante venezuelano como era o combinado. A Secasports disse que foi coagida pelo Alvinegro Praiano e, por isso, cobrou o valor de R$ 4 milhões.
Porém, após oito meses da ação movida na Justiça, os empresários de Soteldo desistiram de brigar nos tribunais com o Santos para receber o valor pedido e o episódio está encerrado, segundo a ESPN. O Bolavip Brasil entrou em contato com o agente Sebastián Cano, que cuida da carreira do camisa 7 do Fluminense, e ele não respondeu aos questionamentos da nossa reportagem.

A empresa Secasports também foi procurada pelo Bolavip Brasil e não obteve retorno sobre esse caso até o momento (a matéria será atualizada caso haja uma resposta). Em contexto que o Alvinegro Praiano tem uma dívida na casa de R$ 1,2 bilhão, o clube paulista se livra de um possível problema financeiro relacionado ao jogador venezuelano.
Briga na Justiça com outros jogadores
Alegando salários atrasados na carteira, nos direitos de imagem e mais FGTS e luvas, o lateral Mayke conseguiu rescisão indireta com o Santos na Justiça do Trabalho. Um caso parecido aconteceu um pouco antes com Tiquinho Soares, hoje no Botafogo.
O experiente centroavante de 35 anos entrou na Justiça do Trabalho alegando salários atrasados e conseguiu a rescisão com o clube paulista. Débito com os jogadores virou uma rotina no Alvinegro Praiano nesta temporada, apesar de a diretoria ter contratado recentemente atletas caros, como são os casos de Rodinei, Coutinho, Arthur Melo e Cebolinha.
Em resumo:
- Empresários de Soteldo entraram na Justiça contra o Santos em janeiro cobrando valor de R$ 4 milhões, mas desistiram da ação recentemente. Clube da Baixada Santista ainda mantém 25% do passe do atacante.