Parreira apresenta melhora na UTI e já respira sem aparelhos, diz hospital
Técnico do tetra de 1994 evolui no tratamento de inflamação pulmonar e insuficiência respiratória; quadro ainda exige cuidados intensivos Carlos Alberto Parreira, um dos maiores nomes da história da Seleção Brasileira, a...
Carlos Alberto Parreira, um dos maiores nomes da história da Seleção Brasileira, apresentou uma evolução significativa no quadro clínico e já respira sem a ajuda de aparelhos.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) pelo Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, onde o ex-treinador de 83 anos permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
De acordo com o boletim médico, Parreira segue em recuperação após ser diagnosticado com inflamação pulmonar e insuficiência respiratória aguda. Apesar da melhora registrada nos últimos dias, o ex-comandante da Seleção continua sob cuidados intensivos e acompanhamento constante dos médicos.

Parreira sob cuidado médico por conta de câncer no sistema linfático
Na atualização anterior, o hospital já havia informado que o treinador passou a responder positivamente aos estímulos da equipe assistencial, despertando quando solicitado. Agora, a retirada do suporte respiratório representa mais um avanço importante em sua recuperação.
Parreira é acompanhado pelo pneumologista intensivista Arthur Vianna e por uma equipe multidisciplinar especializada. Segundo o hospital, o quadro clínico segue apresentando melhora gradual, embora ainda inspire atenção devido à idade do paciente e ao histórico recente de saúde.

Desde 2023, o ex-técnico convive com um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático. Em 2025, ele chegou a ser considerado em remissão, mas precisou retomar o tratamento oncológico após a doença voltar a se manifestar.
História de sucesso com a Seleção Brasileira
Ídolo eterno do futebol brasileiro, Parreira entrou para a história ao comandar a Seleção Brasileira na conquista do tetracampeonato mundial, na Copa do Mundo de 1994, nos EUA. Sob seu comando, o Brasil encerrou um jejum de 24 anos sem títulos mundiais e voltou ao topo do futebol internacional. Ele ainda comandaria a Amarelinha na Copa de 2006, na Alemanha.
Além do tetra, o treinador esteve à frente da Seleção nas conquistas da Copa América de 2004 e da Copa das Confederações de 2005. Sua trajetória com a Amarelinha começou ainda antes, como preparador físico da campanha do tricampeonato mundial em 1970. Em 2013, voltou a integrar a estrutura da CBF como coordenador técnico da equipe campeã da Copa das Confederações.