Gómez, Paquetá, Neymar e Carbonero: veja os jogadores mais intensos do Brasileirão no terço final
Levantamento com dados da Opta cruza finalizações e recuperações no terço final por 90 minutos, e Borré, ex-Inter, é o 2º em bolas recuperadas Um levantamento do DataFutebol com dados da Opta aponta quem são os jogadores...
Um levantamento do DataFutebol com dados da Opta aponta quem são os jogadores mais intensos no terço final do campo no Brasileirão, ao cruzar finalizações e posses recuperadas no último terço por 90 minutos. Andrés Gómez, do Vasco, Lucas Paquetá, do Flamengo, e Neymar, do Santos, estão entre os que combinam as duas ações, e Carbonero, do Internacional, aparece no mesmo grupo.
No gráfico, o eixo horizontal mostra as finalizações por 90 minutos, e o vertical, as posses recuperadas no terço final, também por 90. Só entram jogadores com pelo menos 900 minutos. As linhas de referência ficam em cerca de 1,3 finalização e 0,3 recuperação, e quem está no canto superior direito reúne volume ofensivo e pressão alta.

Gómez aparece isolado no topo em bolas recuperadas no terço final
Andrés Gómez é o jogador mais isolado no alto do gráfico, com cerca de 1,4 posse recuperada no terço final por 90 minutos e perto de 3,6 finalizações. O atacante do Vasco já aparecia como líder do campeonato em chutes em abril, com 38, 11 a mais que o segundo colocado, segundo o NetVasco, com dados do Sofascore.
Em 30 de março, o Bolavip destacou que Gómez era um dos líderes em dribles certos, com 28, e a principal referência ofensiva do Vasco no início do Brasileirão. O gráfico mostra que, além de driblar e finalizar, ele também é o jogador que mais recupera bolas no terço final entre todos os do recorte.
Paquetá e Arrascaeta formam a dupla do Flamengo no grupo de elite
Lucas Paquetá vem logo atrás de Gómez e de Borré no eixo vertical, com cerca de 1,1 recuperação no terço final e 3,2 finalizações por 90 minutos. O companheiro de Flamengo Arrascaeta tem números parecidos, e a dupla está entre as que mais combinam criação e pressão alta no gráfico.
Em 24 de março, o Bolavip registrava que Paquetá tinha quatro gols em 14 jogos e havia ultrapassado Arrascaeta, que somava três, todos de pênalti, em 12 partidas. O cruzamento da Opta mostra que a contribuição dos dois vai além dos gols e passa pela recuperação da bola no campo de ataque.
Neymar tem uma das maiores médias de finalizações, perto de Fernando e Gabriel Barbosa
Neymar aparece à direita do gráfico, com cerca de 3,8 finalizações por 90 minutos e perto de 1,0 recuperação no terço final. Em chutes, está na faixa de Fernando, do Bragantino, que chega a cerca de 4,0, e de Gabriel Barbosa, companheiro de Santos, com cerca de 3,8, mas recupera mais bolas que os dois, que ficam entre 0,6 e 0,8.
Em 19 de março, o Bolavip contou que Neymar tinha três gols e duas assistências em cinco jogos pelo Santos, limitado por problemas físicos. Para entrar no recorte da Opta, ele precisou somar pelo menos 900 minutos, e os números mostram que, quando joga, participa do ataque e da pressão.
Borré, ex-Inter, é o segundo em recuperações, e Carbonero está no grupo intenso
O Inter tem dois nomes no gráfico. Borré, que deixou o Colorado para o River Plate em 4 de julho, aparece como o segundo jogador com mais recuperações no terço final, com cerca de 1,2 por 90 minutos e 2,4 finalizações. Carbonero está no grupo intenso, com cerca de 0,8 recuperação e 2,9 finalizações.
Carbonero tinha sete gols no Brasileirão em 15 de setembro, segundo o Bolavip, e era o artilheiro do Inter na competição. Depois, caiu na hierarquia de Eduardo Baptista e ficou atrás de Vitinho e João Victor no banco. Os dados da Opta mostram que o colombiano segue entre os jogadores que mais recuperam bolas e finalizam no último terço.
O grupo de elite é pequeno, e alguns jogadores se destacam mais em uma ação
Logo abaixo dos líderes, aparecem Kaio César, Alesson, Arias, Mosquera e Artur, todos com perto de 1,0 recuperação por 90 minutos e entre 2,2 e 2,9 finalizações. Na análise do Bolavip, poucos jogadores passam de 0,8 recuperação por 90 minutos, o que mostra como o grupo de elite é restrito.
Há perfis diferentes dentro do grupo. Fernando e Gabriel Barbosa se destacam mais pelas finalizações, em cerca de 3,8 ou mais por 90 minutos, enquanto Borré e Alesson se destacam pelas recuperações, acima de 1,0, com menos de 2,5 chutes. Como os valores são por 90 minutos, o gráfico mede intensidade, e não o total acumulado, e o recorte de 900 minutos evita distorções de amostras pequenas.