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GDA pode assumir 90% da SAF do Botafogo após rombo financeiro da Eagle

GDA pode assumir 90% da SAF do Botafogo após rombo financeiro da Eagle

14/05/2026 14:45

Patrimônio líquido negativo da Eagle pode fazer grupo perder participação majoritária na SAF do Botafogo A possível entrada da GDA Luma na SAF do Botafogo ganhou um novo capítulo importante nos bastidores do clube. Segun...

Patrimônio líquido negativo da Eagle pode fazer grupo perder participação majoritária na SAF do Botafogo

A possível entrada da GDA Luma na SAF do Botafogo ganhou um novo capítulo importante nos bastidores do clube. Segundo explicação do jornalista Matheus Medeiros, durante live no canal Glorioso Play, o grupo pode assumir os 90% das ações que atualmente pertencem à Eagle Football justamente por conta da situação financeira negativa da empresa que controla o futebol alvinegro.

O cenário acontece em meio ao colapso da estrutura da Eagle Football após o rompimento entre John Textor e a holding na Europa. Atualmente, a Eagle está sob administração judicial da Cork Gully LLP, após perder força internamente para a Ares. Além disso, a Justiça do Rio de Janeiro já retirou da Eagle os direitos políticos dentro da SAF do Botafogo, embora o grupo ainda mantenha formalmente os 90% das ações previstos em contrato.

De acordo com a análise apresentada, o fator decisivo para essa possível mudança de controle é justamente o patrimônio líquido negativo da SAF botafoguense. Como o Botafogo acumula prejuízos consecutivos nos últimos anos, o valor patrimonial atual seria negativo, o que mudaria completamente a lógica de divisão societária em caso de novo aporte financeiro por parte da GDA.

Patrimônio negativo muda cenário da SAF

Segundo Matheus Medeiros, a legislação das sociedades anônimas prevê uma dinâmica diferente quando o patrimônio líquido de uma empresa está negativo. Na prática, isso significa que um eventual aporte de capital feito pela GDA poderia automaticamente transformar o grupo na principal dona da SAF, absorvendo a fatia hoje vinculada à Eagle.

A explicação dada é que, caso o Botafogo tivesse patrimônio positivo, existiria uma divisão proporcional entre os acionistas. Porém, como o cenário atual é de prejuízo acumulado, o novo investidor passaria a ser o único agente com capital positivo dentro da operação. Assim, a GDA assumiria praticamente toda a participação da SAF, enquanto o Botafogo social seguiria com os 10% previstos originalmente no modelo societário.

Textor no Botafogo. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Textor no Botafogo. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Internamente, pessoas ligadas ao clube acreditam que esse entendimento fortalece ainda mais a possibilidade de mudança definitiva no controle da SAF. A leitura é que a fragilidade financeira e jurídica da Eagle acaba reduzindo drasticamente sua capacidade de manter participação efetiva no futebol do Botafogo nos próximos meses.

Briga jurídica continua nos bastidores

Apesar do otimismo em torno de um possível acordo com a GDA Luma, a disputa jurídica envolvendo a SAF segue longe de um desfecho definitivo. A Eagle Football e a Ares continuam tentando recuperar os direitos políticos dentro da estrutura do Botafogo e também pressionam pela saída de John Textor e de Durcesio Mello da condução interina do futebol.

Enquanto isso, o Botafogo social trabalha nos bastidores acreditando estar próximo de uma solução que possa reorganizar o clube financeiramente e estabilizar o ambiente político. A expectativa é que os próximos movimentos jurídicos e financeiros sejam decisivos para definir quem comandará efetivamente a SAF alvinegra daqui para frente.