Rilany Silva projeta estreia do Brasil no Sul-Americano Sub-17 e alerta para Geração 2010
Rilany Silva analisa estreia do Brasil contra a Venezuela no Sul-Americano Sub-17 e destaca preparação e confiança na equipe A técnica Rilany Silva detalhou suas expectativas para o início da trajetória da Seleção Brasil...
A técnica Rilany Silva detalhou suas expectativas para o início da trajetória da Seleção Brasileira Feminina Sub-17 no Sul-Americano da categoria. O Brasil estreia contra a Venezuela neste sábado (25), no Paraguai, em um duelo que a treinadora prevê como um teste de fogo imediato. “A Venezuela foi um adversário que não enfrentamos no Sul-Americano passado, mas a equipe que vamos encarar agora é bem diferente, com um nível de competitividade que exige atenção total desde o primeiro minuto”, alertou a comandante.
Rilany também chamou a atenção para um fenômeno global que deve elevar o nível técnico do torneio: o surgimento de talentos precoces em diversas nações. “Não é só a Seleção Brasileira que tem uma geração 2010 incrível; algum fenômeno aconteceu no mundo que todas as seleções têm uma safra muito boa nascidas nesse ano”, explicou.
Apesar do respeito ao crescimento das rivais, a treinadora demonstrou plena confiança no potencial das jogadoras brasileiras. “A Venezuela vai nos causar dificuldade, mas conhecemos o nosso poder. Esperamos que o jogo da estreia seja menos ansioso e mais qualitativo”, completou Rilany, enfatizando que o controle emocional será tão determinante quanto a tática para transformar meses de preparação em um resultado positivo logo na abertura do Grupo B.
Estilo de jogo promete protagonismo da Amarelinha
Sobre a identidade visual e tática que o torcedor verá em campo, Rilany Silva prometeu uma Seleção agressiva e protagonista. “Podem esperar um futebol muito atrativo, vertical e que envolve o adversário, além de uma postura agressiva sem a bola. Queremos que esse modelo de jogo nos leve de volta para casa com a taça”, detalhou. A proposta é baseada em uma pressão constante na saída de bola adversária e transições velozes para explorar o talento individual das atacantes brasileiras.
A preparação para o torneio foi minuciosa e teve como base a Granja Comary, em Teresópolis, desde o início de abril. O período de concentração permitiu que a comissão técnica realizasse ajustes finos antes do embarque para o solo paraguaio, garantindo que a delegação chegasse ao país-sede com a antecedência necessária para a aclimatação. O planejamento estratégico incluiu simulações de cenários de jogo e um foco rigoroso na recuperação física das atletas.

Um dos diferenciais deste ciclo foi o tempo de trabalho estendido em relação aos anos anteriores. “Tivemos três momentos de preparação antes da competição, ganhando um a mais que no ano passado, o que qualifica ainda mais o processo. Conseguimos trabalhar todas as fases de jogo e elas assimilaram as ideias muito bem”, destacou a técnica. Esse entrosamento fortalecido é visto como a principal arma para superar a falta de ritmo comum em estreias de competições continentais.
Brasil estreia com expectativa de campanha forte
O Brasil inicia sua caminhada no Paraguai com a responsabilidade de ser um dos favoritos, mas ciente dos desafios que o formato de tiro curto impõe. “A competição tem uma qualidade muito grande, o que torna o desafio ainda maior para elas, mas a resposta nos treinos foi excelente. Estamos ansiosas para começar logo”, finalizou Rilany. Além do título, a Seleção joga para garantir uma das vagas para o Mundial Sub-17, tornando cada ponto conquistado contra as venezuelanas fundamental na classificação geral.