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Coordenador do Palmeiras explica como plano neurológico levou Piquerez à Copa

Coordenador do Palmeiras explica como plano neurológico levou Piquerez à Copa

22/06/2026 16:12

Daniel Gonçalves, do Núcleo de Saúde e Performance do Verdão abriu os bastidores de trabalho ousado realizado para reabilitar Piquerez Em uma verdadeira corrida contra o tempo, o Palmeiras estruturou uma operação especia...

Daniel Gonçalves, do Núcleo de Saúde e Performance do Verdão abriu os bastidores de trabalho ousado realizado para reabilitar Piquerez

Em uma verdadeira corrida contra o tempo, o Palmeiras estruturou uma operação especial para garantir a recuperação de Piquerez para a Copa do Mundo. Após sofrer uma lesão ligamentar no tornozelo direito durante o amistoso do Uruguai contra a Inglaterra, em março, o lateral-esquerdo passou por cirurgia e iniciou um tratamento intensivo.

O esforço conjunto mobilizou diversos departamentos do Verdão e teve total alinhamento com a comissão técnica uruguaia. A dedicação deu resultado: no fim de maio, o atleta foi liberado para concluir a transição com a Celeste Olímpica, na Copa do Mundo.

Piquerez ainda não atuou na Copa – (Photo by Manuel Guadarrama/Getty Images)

Mesmo após o esforço para estar à disposição de Marcelo Bielsa, Piquerez ainda não estreou no Mundial. O lateral-esquerdo ficou no banco de reservas nos empates do Uruguai contra Arábia Saudita e Cabo Verde pelas duas primeiras rodadas da fase de grupos. Agora, o defensor vive a expectativa de finalmente ganhar seus primeiros minutos na competição.

Tempo curto e aposta na neurociência

Em matéria publicada pela jornalista Victoria Romanelli, do Portal Gazeta Esportiva, o coordenador do Núcleo de Saúde e Performance do Palmeiras, Daniel Gonçalves, destacou o empenho coletivo para garantir que o atleta chegasse em condições de disputar o Mundial.

“O tempo ficou curto desde a lesão sofrida na seleção do Uruguai até a Copa do Mundo. Então, houve uma força-tarefa, muito empenho do jogador para que ele se reabilitasse de forma que conseguisse ainda se apresentar à seleção uruguaia em condições capazes de mostrar que ele estaria apto a jogar o Mundial”, destacou.

Os bastidores dessa recuperação revelam que o Alviverde foi muito além do tratamento convencional. De acordo com o profissional, a estratégia do Palmeiras envolveu um plano multidisciplinar, integrando não apenas a reabilitação física tradicional, mas também estímulos mentais e neurológicos para acelerar o retorno do lateral: “Diante do nosso modelo aqui de neurociência, a gente crê que essa capacidade de mapeamento do contato visual, da velocidade de processamento, da memória operacional, do foco, tudo isso possa transferir para o jogo. Isso foi feito visando também esse pleno desenvolvimento do atleta e mantendo essas questões de competição, principalmente ao nível mental e neural do Piquerez”.

Foco respeitou aspectos da readaptação

Daniel Gonçalves também detalhou as fases do tratamento até o retorno do atleta aos gramados: “E depois as medidas de ganho de mobilidade, de redução de edema, depois de ganho de funcionalidade para que, por fim, ele pudesse ir a campo restabelecer sua parte mecânica”.

“Então, é o que a gente chama ali de aspectos de readaptação sensório-motora, de forma que gradativamente ele estivesse apto para depois, junto à seleção do Uruguai, ele conseguir treinar de uma maneira mais intensa e também treinar futebol com a equipe”, finalizou Gonçalves.