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Dirigente de comitê da FIFA seguiu ‘ordem’ de Trump e cancelou sozinho suspensão de Balogun

Dirigente de comitê da FIFA seguiu ‘ordem’ de Trump e cancelou sozinho suspensão de Balogun

13/07/2026 01:09

Jornal britânico revela que presidente do Comitê Disciplinar decidiu de forma individual liberar atacante dos Estados Unidos após expulsão, quebrando um precedente histórico e ampliando a crise envolvendo a FIFA A decisã...

Jornal britânico revela que presidente do Comitê Disciplinar decidiu de forma individual liberar atacante dos Estados Unidos após expulsão, quebrando um precedente histórico e ampliando a crise envolvendo a FIFA

A decisão que permitiu ao atacante Folarin Balogun disputar as oitavas de final da Copa do Mundo, mesmo após ter sido expulso na partida anterior, ganhou um novo e explosivo capítulo. Segundo revelou o jornal britânico The Times, a suspensão automática do jogador foi anulada por uma decisão individual do presidente do Comitê Disciplinar da FIFA, Mohammad al-Kamali, sem qualquer consulta aos demais integrantes do órgão.

De acordo com a publicação, os outros 17 membros do Comitê Disciplinar sequer participaram da análise do caso. Al-Kamali, representante dos Emirados Árabes Unidos, teria decidido sozinho suspender o cumprimento da punição, permitindo que Balogun entrasse em campo normalmente diante da Bélgica.

A medida rompeu um precedente histórico nas Copas do Mundo. Desde a adoção da regra de suspensão automática para jogadores expulsos, nunca um atleta havia sido liberado para atuar na partida seguinte após receber cartão vermelho.

Balogun x Quansah: Comitê Disciplinar da FIFA e diferença de tratamentos

O contraste ficou ainda mais evidente quando comparado ao caso do zagueiro inglês Jarell Quansah. Expulso contra o México, o defensor recebeu dois jogos de suspensão e desfalcou a Inglaterra nas quartas de final diante da Noruega e também não poderá enfrentar a Argentina nesta quarta-feira (15).

Ainda segundo o The Times, Al-Kamali aplicou formalmente uma suspensão de um jogo a Balogun, mas adiou seu cumprimento por um período probatório de um ano. Na prática, a punição deixou de produzir efeito imediato, permitindo que o principal atacante da seleção norte-americana enfrentasse a Bélgica apesar da expulsão por uma entrada violenta sobre um adversário na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina.

Donald Trump confirmou ter entrado em contato com Infantino para questionar expulsão de Balogun contra a Bósnia – Foto: Jia Haocheng – Pool/Getty Images

A decisão ganhou contornos ainda mais polêmicos porque ocorreu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitir publicamente que telefonou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para reclamar da suspensão aplicada ao atacante.

Caso Balogun: FIFA ‘lavou as mãos’ após intervenção de Trump

Infantino confirmou ter recebido a ligação, mas afirmou que respondeu ao presidente norte-americano que o caso seria analisado por um “órgão judicial independente” e decidido pelas instâncias competentes da entidade.

Apesar da controvérsia e da liberação inédita, a mudança não alterou o destino da seleção dos Estados Unidos. Em campo, a equipe acabou sendo goleada por 4 a 1 pela Bélgica e deu adeus à Copa do Mundo ainda nas oitavas de final.