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O plano de De la Fuente que transformou a Espanha na favorita ao título da Copa

O plano de De la Fuente que transformou a Espanha na favorita ao título da Copa

19/07/2026 15:40

Treinador criou equipe equilibrada e recuperou espírito campeão da seleção espanhola Luis de la Fuente assumiu a Espanha após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2022 com a missão de reconstruir a confi...

Treinador criou equipe equilibrada e recuperou espírito campeão da seleção espanhola

Luis de la Fuente assumiu a Espanha após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2022 com a missão de reconstruir a confiança de uma seleção que buscava reencontrar sua identidade. Quatro anos depois, o treinador está a um jogo levar o La Roja ao topo do futebol mundial.

Sem o mesmo reconhecimento internacional de outros técnicos, De la Fuente apostou no conhecimento profundo da base espanhola, no fortalecimento do ambiente interno e em uma filosofia que coloca o coletivo acima das individualidades.

Conhecimento da base virou a principal arma de De la Fuente

Quando chegou ao comando da seleção principal, em dezembro de 2022, Luis de la Fuente não era considerado um nome de grande destaque fora da Espanha. A resposta do treinador, porém, mostrou confiança no próprio trabalho: ele acreditava conhecer como poucos o futuro do futebol do país.

Antes de assumir a seleção, De la Fuente passou 12 anos dentro da Federação Espanhola, trabalhando nas categorias de base e acompanhando de perto jogadores que hoje são protagonistas da equipe.

Foi nesse período que o técnico criou uma relação com nomes como Rodri, Pedri, Dani Olmo, Mikel Merino, Fabián Ruiz, Cucurella e Unai Simón. Mais do que montar uma convocação, ele reuniu uma geração que já conhecia sua metodologia e seus conceitos.

Filosofia, liderança e força do coletivo

Um dos principais pontos da estratégia de comandante é o ambiente criado dentro do grupo. A Espanha que chegou à final da Copa não depende apenas de uma estrela. O funcionamento da equipe está baseado na participação coletiva, com cada atleta entendendo sua função e contribuindo para o objetivo.

A filosofia do treinador também passa referências históricas, principalmente no pensamento romano. De la Fuente costuma citar Marco Aurélio e Julio César para explicar que grandes conquistas exigem sacrifício, disciplina e capacidade de superar momentos difíceis.

Já nas quatro linhas, o treinador manteve uma das marcas tradicionais do futebol espanhol: o controle através da posse de bola. Porém, acrescentou características como maior intensidade física, pressão sem a bola e capacidade de adaptação.