“Foi o Paulista de 25”: Lucas Piccinato revela que goleada para o Palmeiras selou sua queda no Corinthians
Em entrevista, Lucas Piccinato afirma que o 5 a 1 sofrido na final do Paulistão 2025 definiu sua saída do Corinthians A trajetória de Lucas Piccinato no Corinthians encontrou seu fim simbólico muito antes da demissão ofi...
A trajetória de Lucas Piccinato no Corinthians encontrou seu fim simbólico muito antes da demissão oficial em 2026. Em entrevista recente ao Planeta Futebol Feminino, o treinador revelou que o xeque-mate em seu trabalho foi a final do Paulistão Feminino de 2025, especificamente a goleada por 5 a 1 sofrida diante do Palmeiras no jogo de ida. Para ele, aquele resultado atípico destruiu a confiança da diretoria e criou uma sentença de prazo de validade que se arrastou até o início desta temporada.
“Se eu for fazer um retrospecto do que definiu a minha saída do Corinthians, foi o Paulista de 25”, desabafou Piccinato. Ele defende que o desempenho da equipe era consistente até a decisão, mas que os 90 minutos no Allianz Parque foram um ponto fora da curva que apagou os méritos anteriores. “Foi um jogo muito atípico, não foi uma apresentação daquilo que a gente vinha fazendo”, completou, evidenciando como uma única tarde desastrosa pode ruir um projeto sólido.
Na visão do técnico, o julgamento sobre seu cargo ignorou o início do calendário de 2026. “O ano de 2026 não estava sob julgamento. O que estava em xeque era a derrota do Paulista do ano passado”, afirmou. A declaração reforça a tese de que o treinador ‘já entrou no novo ano demitido‘, apenas aguardando o primeiro tropeço para que a decisão, já tomada nos bastidores, fosse executada pela gestão alvinegra.
Comparações com ciclo anterior pesaram
Piccinato também mergulhou na complexidade de substituir o vitorioso ciclo de Arthur Elias. Para ele, a régua de comparação nunca foi o presente, mas sim um passado de perfeição quase inalcançável. “A avaliação não é pelo que você entrega, e sim pelo que foi antes”, analisou. Apesar disso, ele defende seus números: das 11 competições oficiais que disputou no comando das Brabas, chegou à final em 10 delas.
“Foram 11 campeonatos oficiais, 10 finais. Vejo como algo positivo”, ressaltou, embora admita que no Corinthians o quase não tem valor. O treinador destacou que a exigência interna não permite falhas em momentos decisivos. “Quando você chega em 11 finais, você quer ganhar as 11”, pontuou, reconhecendo que a perda de títulos para rivais diretos tem um peso dobrado no Parque São Jorge.

Sobre o desgaste com a Fiel Torcida, Piccinato manteve a postura profissional, separando as críticas pessoais da análise do trabalho. “Sempre lidei de forma muito tranquila, entendendo que não é sobre a minha pessoa”, disse. Ele revelou ainda ser seu maior crítico, afirmando que a autocrítica constante era parte de sua rotina para tentar manter o altíssimo padrão exigido pelo clube.
Bastidores da saída e decisões internas

Ao descrever os últimos dias no CT Joaquim Grava, o treinador confessou que o ambiente já sinalizava o fim da linha. “A sensação era de que era uma questão de ‘quando’, não de ‘se’”, revelou. Para Piccinato, o acúmulo de vice-campeonatos e a pressão externa criaram um cenário insustentável, encerrando um ciclo que, apesar das críticas, manteve o Corinthians como protagonista em todas as frentes que disputou.