Tratamento desigual a Vini Jr. provoca desabafo de Tiago Leifert sobre a Seleção: “Se fosse o Neymar”
Narrador e comentarista Tiago Leifert fez um alerta preocupante sobre situação de Vini Jr. e mexeu no passado para explicar o problema na Seleção Brasileira O narrador e apresentador do SBT, Tiiago Leifert, não fez rodei...
O narrador e apresentador do SBT, Tiiago Leifert, não fez rodeio ao avaliar a partida de Vinícius Júnior no duelo entre Seleção Brasileira e Seleção Francesa, na última quinta-feira (26). Leifert fez comparações e até usou o exemplo de Neymar para abordar o tratamento permissivo que o atleta do Real Madrid recebe da imprensa e da torcida.
Camisa 10 por circunstância e expectativa, Vini pouco apareceu quando o jogo pedia justamente o contrário. Ficou à margem de uma partida que exigia protagonismo. Enquanto a França tratava a bola com a naturalidade de quem sabe o que faz, o Brasil assistia, e seu principal talento ofensivo, discreto, quase alheio.
Leifert, ao seu estilo, foi direto ao ponto: “Ronaldinho Gaúcho, Raí, Neymar, todos já apanharam para caramba no dia seguinte. O Vinícius passa ileso mesmo com uma partida como essa aí comparado aos outros. Nossa, vocês podem botar a lista aí de jogadores que eram estraçalhados no dia seguinte. Se fosse uma partida dessa aí, capa do jornal e o caramba”, iniciou o jornalista.
E se fosse o Neymar, hein?
Para o narrador, caso Neymar tivesse um desempenho pífio semelhante, as críticas seriam barulhentas. Até o pentacampeão da Copa do Mundo, Rivaldo, craque indiscutível que sofreu com críticas na Seleção, foi lembrado.
“Se fosse o Neymar, jogasse desse jeito, perdesse e desse um sorriso no fim do jogo, rapaz, meu pai do céu. Rivaldo apanhava muito. Está tudo a favor (do Vini). O vento é a favor. É tudo a favor. A gente está a favor, a imprensa é a favor, pô”, completou Tiago Leifert.
O comunicador não parou por aí e estampou sua insatisfação com outro jogador acionado por Ancelotti: o zagueiro Léo Pereira, que segundo Leifert, não tem condições de ser defensor da equipe canarinho.
Os números do camisa 10

Segundo a SofaScore, a atuação de Vinícius Júnior pode ser lida sem esforço nos números —delatores silenciosos que dispensam adjetivos. O camisa 10 tentou seis dribles; venceu dois.
Nos demais, esbarrou na realidade de sua pouca produtividade. Mais eloquente ainda foi o dado bruto: 18 posses de bola entregues ao adversário, como se, em campo, cada iniciativa terminasse em concessão. Não se trata de um julgamento moral, mas de um retrato técnico — e, como costuma acontecer, a estatística não exagera nem perdoa.