Roger Machado supera últimos técnicos e alcança melhor aproveitamento do São Paulo desde Muricy
Com 57% dos pontos conquistados em 11 jogos, treinador inicia trabalho acima de nomes recentes, mas ainda busca regularidade no Campeonato Brasileiro O início de trabalho de Roger Machado no São Paulo já coloca o treinad...
O início de trabalho de Roger Machado no São Paulo já coloca o treinador em um cenário que o clube não via há mais de uma década. Após 11 partidas no comando, ele alcançou 57% de aproveitamento, número superior ao de todos os técnicos tricolores desde a última passagem de Muricy Ramalho.
Roger assumiu em meio à pressão por resultados e rapidamente passou a ser comparado com nomes recentes como Hernán Crespo, Luis Zubeldía e Dorival Júnior, treinadores que também chegaram cercados de expectativa.
O último comandante a superar esse índice foi justamente Muricy Ramalho, entre 2013 e 2015. No período, o treinador registrou 60% de aproveitamento em 111 jogos, consolidando uma das últimas fases de maior estabilidade técnica do São Paulo. Os dados foram levantados pelo Ge.Globo.
Roger supera sequência de trocas e entra em grupo seleto
Desde a saída de Muricy, o São Paulo passou por 18 treinadores diferentes. Entre eles, quem mais se aproximou do atual número de Roger foi Diego Aguirre, com 56%, seguido por Luis Zubeldía e Rogério Ceni, ambos com 55%, além de Crespo e Dorival Júnior com 54%.
Até aqui, Roger soma seis vitórias, um empate e quatro derrotas. O desempenho ajuda a sustentar o bom índice geral e reforça a percepção de evolução no ambiente interno, principalmente pela rápida resposta competitiva da equipe.

Mesmo com oscilações naturais de início de trabalho, o treinador conseguiu recolocar o São Paulo em uma rota mais estável. O aproveitamento atual chama atenção justamente por superar nomes recentes que tiveram mais tempo para consolidar seus projetos.
Brasileirão ainda é desafio para consolidação
Por outro lado, o desempenho no Campeonato Brasileiro ainda aparece como principal ponto de atenção. Na competição, o São Paulo soma três vitórias, um empate e quatro derrotas, com aproveitamento de 41,6%, bem abaixo do recorte geral apresentado até aqui.
Esse número ainda fica distante, por exemplo, da segunda passagem de Hernán Crespo no Brasileirão, quando o argentino alcançou 56,7% de aproveitamento. Além disso, a insatisfação da torcida também tem pesado contra o trabalho do comandante.
