Fabinho ganha espaço na Seleção, mas Ancelotti descarta uso na lateral direita da Copa
Comissão técnica vê jogador como alternativa para o meio-campo e não considera mudança de função durante o Mundial A lesão de Wesley abriu espaço para debates sobre possíveis alternativas na lateral direita da Seleção Br...
A lesão de Wesley abriu espaço para debates sobre possíveis alternativas na lateral direita da Seleção Brasileira, mas um nome está fora dessa discussão nos bastidores: Fabinho. Apesar de ter sido convocado para a Copa do Mundo, o jogador não é tratado pela comissão técnica de Carlo Ancelotti como opção para atuar pelo setor.
Internamente, o entendimento é bastante claro. Fabinho foi chamado exclusivamente para desempenhar funções no meio-campo, posição que ocupa há praticamente uma década no futebol europeu. A avaliação é que sua experiência e leitura de jogo podem ser importantes durante a competição.
A convocação após a lesão de Wesley reforçou ainda mais esse cenário. Embora parte da torcida tenha imaginado uma utilização improvisada na lateral, a comissão técnica nunca trabalhou com essa possibilidade ao analisar a substituição no elenco.
Fabinho é visto como sombra de Casemiro
Hoje, o principal papel do jogador dentro da Seleção é servir como alternativa direta para Casemiro. A comissão entende que os dois possuem características semelhantes na proteção defensiva e na organização do meio-campo.
Além disso, existe a preocupação com cartões, desgaste físico e eventuais suspensões durante a Copa do Mundo. Por isso, ter uma peça experiente para ocupar a função de primeiro volante é considerado fundamental para o planejamento brasileiro.

Nos treinamentos realizados até agora, Fabinho vem sendo observado exatamente nessa função. O jogador participa das atividades voltadas ao setor central e não recebe trabalhos específicos ligados à lateral direita.
Histórico reforça decisão da comissão

A própria trajetória recente do atleta ajuda a explicar a escolha. A mudança definitiva para o meio-campo aconteceu ainda nos tempos de Monaco, sob comando de Leonardo Jardim. Desde então, Fabinho construiu carreira atuando como volante e, em alguns momentos, até como zagueiro.
No Liverpool, onde viveu os melhores anos da carreira, também não voltou a desempenhar a função de lateral. O mesmo aconteceu durante sua passagem pelo futebol saudita, consolidando uma transformação que já dura muitos anos.
Com isso, a tendência para a Copa do Mundo é clara. Enquanto Danilo e Ibanez aparecem como soluções para a lateral direita, Fabinho segue sendo tratado como uma peça importante para o meio-campo e como principal reserva de Casemiro dentro do elenco brasileiro.