Luís Castro é o 16º técnico demitido no Brasileirão 2026; Grêmio terá quatro no comando
Luís Castro foi demitido pelo Grêmio e se tornou o 16º técnico a deixar um clube da Série A durante o Brasileirão de 2026. Demissão de Luís Castro coloca o Grêmio na lista das 16 trocas de técnicos da Série A em 2026. Lu...
Demissão de Luís Castro coloca o Grêmio na lista das 16 trocas de técnicos da Série A em 2026.
Luís Castro não é mais o técnico do Grêmio. A demissão aconteceu neste domingo, um dia depois da derrota por 2 a 1 para o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, resultado que aumentou a pressão sobre o português e deixou o Tricolor ainda mais próximo da zona de rebaixamento. Com a saída, o treinador se tornou o 16º técnico demitido por um clube da Série A em 2026.
Contratado no fim de 2025 para substituir Mano Menezes, Luís Castro permaneceu cerca de nove meses no cargo e comandou o Grêmio em 51 partidas. Foram 19 vitórias, 15 empates e 17 derrotas, com 47% de aproveitamento. O principal título conquistado pelo treinador foi o Campeonato Gaúcho, em março.
Luís Castro encerra passagem marcada por dificuldade no Brasileirão
O desempenho no Campeonato Brasileiro foi determinante para a queda. Em 26 partidas pela competição, Luís Castro somou apenas sete vitórias, sete empates e 12 derrotas, com 36% de aproveitamento. O Grêmio também não conseguiu vencer nenhuma partida fora de casa no Brasileirão sob o comando do português.
A sequência negativa fez a direção gremista optar pela mudança depois do revés diante do Vasco. O adversário, inclusive, era um concorrente direto na luta contra o rebaixamento, o que aumentou o peso do resultado e acelerou a decisão pela saída do treinador.
Apesar de oficialmente o Grêmio estar partindo para o seu segundo técnico na temporada, a situação na casamata é ainda mais movimentada. O Tricolor será comandado por quatro técnicos diferentes à beira do campo em 2026: Luís Castro, seu auxiliar Vítor Severino, Luiz Felipe Scolari e, posteriormente, Renato Portaluppi.
Vítor Severino assumiu a equipe em alguns jogos durante o período em que fazia parte da comissão de Luís Castro. Agora, Luiz Felipe Scolari será o responsável por comandar o Grêmio contra o Botafogo, na próxima quarta-feira, antes da chegada de Renato Portaluppi para a sequência da temporada.
Grêmio muda de treinador enquanto Brasileirão registra 16ª queda
A saída de Luís Castro também coloca o Grêmio no centro de uma temporada marcada pela instabilidade nas comissões técnicas da Série A. Ao todo, 16 trocas de treinadores foram registradas entre os clubes da primeira divisão, desde a queda de Jorge Sampaoli no Atlético-MG, em fevereiro.
A primeira demissão aconteceu ainda no início do Brasileirão. Jorge Sampaoli deixou o Atlético-MG após o empate em 3 a 3 com o Remo, na Arena MRV, pela terceira rodada. O argentino havia levado o Galo ao vice-campeonato da Sul-Americana de 2025 e comandou a equipe em 34 partidas, com 45% de aproveitamento.
Depois dele, Fernando Diniz deixou o Vasco após a derrota por 1 a 0 para o Fluminense, na semifinal do Campeonato Carioca. Juan Carlos Osorio foi demitido pelo Remo poucos dias depois, enquanto Filipe Luís encerrou uma passagem vitoriosa pelo Flamengo após um início ruim de temporada e as perdas da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana.
Hernán Crespo também caiu no São Paulo, mesmo depois de iniciar o Brasileirão com três vitórias e um empate. Tite deixou o Cruzeiro após o empate em 3 a 3 com o Vasco, enquanto Juan Vojvoda foi desligado do Santos depois da derrota para o Internacional na Vila Belmiro.
Martín Anselmi foi demitido pelo Botafogo em março, mesmo após uma vitória fora de casa sobre o Bragantino. Gilmar Dal Pozzo deixou a Chapecoense depois de uma goleada sofrida para o Atlético-MG, e Dorival Júnior foi desligado do Corinthians após a derrota para o Internacional, com o clube na 16ª posição do Brasileirão.
Roger Machado foi demitido pelo São Paulo em maio, após derrota para o Juventude e eliminação na Copa do Brasil. Na sequência, Fábio Matias deixou a Chapecoense depois de apenas dez jogos no comando, enquanto Renato Portaluppi encerrou sua terceira passagem pelo Vasco durante a pausa para a Copa do Mundo.
Luis Zubeldía foi o responsável pela comissão técnica do Fluminense até a sequência de oito jogos sem vitória aumentar a pressão pela mudança. Franclim Carvalho, por sua vez, deixou o cargo no Botafogo depois da goleada por 6 a 1 sofrida diante do Cienciano, pela Copa Sul-Americana.
Fechando a lista, a demissão de Luís Castro no último domingo.
As demissões de técnicos da Série A em 2026:
16º – Luís Castro (Grêmio)
15º – Franclim Carvalho (Botafogo)
14º – Luis Zubeldía (Fluminense)
13º – Renato Gaúcho (Vasco)
12º – Fábio Matias (Chapecoense)
11º – Roger Machado (São Paulo)
10º – Dorival Júnior (Corinthians)
9º – Gilmar Dal Pozzo (Chapecoense)
8º – Martín Anselmi (Botafogo)
7º – Juan Vojvoda (Santos)
6º – Tite (Cruzeiro)
5º – Hernán Crespo (São Paulo)
4º – Filipe Luís (Flamengo)
3º – Juan Carlos Osorio (Remo)
2º – Fernando Diniz (Vasco)
1º – Jorge Sampaoli (Atlético-MG)