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Nem todo “pai” é pai: 5 paternidades do futebol que dividem opiniões

Nem todo “pai” é pai: 5 paternidades do futebol que dividem opiniões

09/08/2026 15:28

Dia dos Pais coloca as maiores rivalidades do futebol na berlinda; veja quem realmente pode ser chamado de “pai” No futebol, “paternidade” não precisa de certidão. Basta uma sequência de vitórias, algumas eliminações dol...

Dia dos Pais coloca as maiores rivalidades do futebol na berlinda; veja quem realmente pode ser chamado de “pai”

No futebol, “paternidade” não precisa de certidão. Basta uma sequência de vitórias, algumas eliminações dolorosas ou aquele retrospecto que faz o torcedor rival respirar fundo antes mesmo de a bola rolar. Mas será que todo time chamado de “pai” realmente merece esse título?

O Flamengo, por exemplo, vive uma fase de respeito diante do Vasco. São 14 jogos de invencibilidade no clássico desde 2023, com nove vitórias e cinco empates. É uma sequência que dá munição para a provocação, embora uma rivalidade tão grande nunca permita uma sentença definitiva.

Palmeiras e São Paulo também entram nessa discussão. O Verdão não perde o Choque-Rei há 12 partidas, desde 2023. O problema é que o São Paulo venceu a Supercopa do Brasil de 2024 contra o rival. Então, afinal, existe paternidade quando o suposto “filho” ainda consegue levar uma taça para casa?

Quando o retrospecto não conta toda a história

Ceará e Fortaleza oferecem outro caso curioso. O Ceará chegou a 15 clássicos sem perder, mas o Fortaleza levou o Campeonato Cearense de 2026 nos pênaltis. É o tipo de confronto que mostra como uma sequência pode alimentar a provocação, mas uma decisão pode mudar completamente a conversa.

Corinthians e São Paulo também merecem julgamento. O Timão leva vantagem histórica no Majestoso, com 135 vitórias em 367 encontros, enquanto o rival venceu 115 vezes e outros 117 clássicos terminaram empatados.

Ainda assim, retrospecto não é tudo em um clássico. Uma eliminação ou vitória em uma decisão pode marcar mais o torcedor do que a vantagem construída ao longo dos anos.

Atlético-MG e Cruzeiro completam a lista de rivalidades que desafiam a ideia de “pai e filho”. O Galo possui vantagem histórica no clássico, mas o Cruzeiro já teve seus períodos de domínio. Afinal, no futebol, paternidade pode até ser eterna para a torcida, mas dentro de campo ela está sempre sujeita a revisão.

No futebol, ninguém é pai para sempre

Talvez essa seja justamente a graça da brincadeira. O futebol adora criar pais, filhos, fregueses e carrascos, mas nenhuma dessas relações vem com garantia. Hoje alguém pode ser o pai; amanhã pode descobrir que o filho cresceu.

E é justamente por isso que a provocação funciona tanto nos clássicos. Mais do que números, “paternidade” é memória, zoação e aquela certeza do torcedor de que existe um adversário que ele simplesmente adora encontrar pelo caminho.