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Rui Costa segue no São Paulo após Roger mas pressão por demissão aumenta

Rui Costa segue no São Paulo após Roger mas pressão por demissão aumenta

15/05/2026 12:31

Executivo sabia que apostava tudo em Roger e agora enfrenta protestos da torcida e cobranças do Conselho, mas segue no cargo com apoio de Massis e Rafinha A demissão de Roger Machado não levou Rui Costa junto, mas deixou...

Executivo sabia que apostava tudo em Roger e agora enfrenta protestos da torcida e cobranças do Conselho, mas segue no cargo com apoio de Massis e Rafinha

A demissão de Roger Machado não levou Rui Costa junto, mas deixou o executivo de futebol do São Paulo numa posição delicada. Principal entusiasta da contratação do treinador gaúcho, o diretor enfrenta pressão crescente do Conselho Deliberativo, da torcida organizada e de setores internos do clube para deixar o cargo. Por enquanto, Rui Costa permanece e lidera as negociações pela contratação de Dorival Júnior, mas o ambiente ao redor dele está longe de ser tranquilo.

O próprio executivo sabia do risco que corria. Internamente, a contratação de Roger Machado era tratada como um movimento de “all-in”: se desse certo, Rui seria celebrado; se desse errado, sua permanência seria questionada. Com a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil e a consequente saída do treinador, o segundo cenário se concretizou. Mesmo assim, o dirigente não foi demitido e conta com o apoio do presidente Harry Massis e do gerente Rafinha, figuras com menos experiência em gestão de futebol que dependem da expertise do executivo.

Após o anúncio da saída de Roger, Rui Costa foi direto ao ponto na coletiva. “Eu não me isento de responsabilidade. Divido ela com as pessoas que estão aqui hoje”, declarou o dirigente, que também assumiu a responsabilidade pela demissão de Hernán Crespo semanas antes. O executivo optou por não dar detalhes sobre os bastidores das trocas de técnico por “questão ética”.

Torcida protesta e Rui vai a Florianópolis negociar Dorival

Enquanto a pressão aumentava, Rui Costa nem retornou a São Paulo após a derrota em Caxias do Sul. Foi direto para Florianópolis, ao lado de Rafinha, para negociar pessoalmente a contratação de Dorival Júnior. A torcida organizada, no entanto, não poupou o dirigente: houve protestos em frente ao CT da Barra Funda na noite de quinta-feira, mesmo com o executivo longe da capital paulista.

A leitura interna é de que o trabalho de Rui Costa só pode ser amplamente avaliado desde janeiro deste ano, quando Harry Massis assumiu a presidência e ampliou sua autonomia no departamento. Antes disso, ele dividia o comando com Carlos Belmonte, que saiu em novembro de 2025.

Roger Machado, ex-treinador do São Paulo
Roger Machado, ex-treinador do São Paulo – Foto: Luiz Erbes/AGIF

Rui foi contratado para o clube em 2021 na gestão Julio Casares e acumula experiência em gestão de futebol que seus companheiros de diretoria ainda não têm. Foi ele quem participou da montagem do elenco do Grêmio que conquistou a Copa do Brasil de 2016 e a Libertadores de 2017, ciclo que teve início justamente com Roger Machado no comando.

Futuro incerto enquanto Dorival não assina

O futuro de Rui Costa no cargo segue indefinido. Se a contratação de Dorival for bem e o técnico trouxer resultados, o executivo ganha fôlego para se manter. Se a pressão continuar crescendo antes disso, Massis pode ser forçado a ceder às cobranças do Conselho e da torcida.

Por ora, Rui Costa segue no posto e com a missão de resolver o maior problema do São Paulo no momento: contratar um técnico que devolva estabilidade ao clube.