Comissão aprova atuação de Endrick e atacante ganha força como arma no segundo tempo
Mesmo sem ser o favorito à vaga de Lucas Paquetá, atacante foi elogiado internamente pela entrada diante do Japão e passou a ser visto como uma importante alternativa para mudar partidas A atuação de Endrick contra o Jap...
A atuação de Endrick contra o Japão deixou uma impressão bastante positiva na comissão técnica da Seleção Brasileira. Acionado ainda no intervalo da partida, o atacante entrou justamente no momento em que o Brasil encontrava dificuldades para agredir o adversário e conseguiu dar uma nova dinâmica ao sistema ofensivo.
Internamente, a avaliação é de que Endrick correspondeu exatamente ao que Carlo Ancelotti esperava. Mais do que criar chances de gol, o atacante conseguiu aumentar a intensidade da equipe, pressionou a saída de bola japonesa, brigou com os zagueiros e ajudou a empurrar a Seleção para o campo de ataque logo nos primeiros minutos da etapa final.
A comissão entende que sua entrada também teve impacto emocional sobre a equipe. O Brasil voltou do intervalo mais agressivo, passou a controlar territorialmente a partida e iniciou a reação que terminaria com a classificação, cenário que aumentou ainda mais a confiança depositada no jovem atacante.
Atacante ainda evolui taticamente
Apesar dos elogios, a comissão técnica entende que Endrick ainda precisa evoluir em alguns aspectos táticos para disputar uma vaga entre os titulares. O atacante ainda perde espaço para outros jogadores quando o assunto é cumprimento de funções específicas dentro do modelo de jogo de Carlo Ancelotti.
Por outro lado, existe uma característica que faz o camisa 9 ser muito valorizado internamente. A capacidade de mudar o ritmo das partidas, acelerar o jogo e “incendiar” o ataque é considerada uma qualidade rara dentro do elenco, principalmente em confrontos eliminatórios, quando o cenário da partida exige mais agressividade.
A própria jogada do gol da classificação diante do Japão começa com uma pressão ofensiva da Seleção Brasileira, característica que a comissão busca constantemente em seus atacantes e que Endrick conseguiu executar durante o período em que esteve em campo.
Papel deve seguir sendo estratégico
Pensando especificamente no duelo contra a Noruega, a tendência é que Endrick continue sendo utilizado como uma importante alternativa para o decorrer da partida. A comissão técnica entende que enfrentar uma defesa fisicamente forte exige movimentação constante, e o atacante pode ser uma peça importante justamente para atacar espaços e desorganizar a linha adversária.
Assim, mesmo não despontando como favorito à vaga deixada por Lucas Paquetá, Endrick saiu fortalecido após a atuação contra o Japão. A avaliação interna é bastante positiva, e o jovem chega às oitavas de final com cada vez mais prestígio junto à comissão técnica de Carlo Ancelotti.