Expulsão de Casares ganha força e Conselho trabalha nos bastidores para entregar pedido com documento robusto
Depois de erro na votação que reprovou as contas de 2025, a cúpula Tricolor se movimenta para banir o ex-presidente com elementos inquestionáveis O Conselho Deliberativo do São Paulo reprovou o balanço financeiro do São ...
O Conselho Deliberativo do São Paulo reprovou o balanço financeiro do São Paulo, referente ao ano de 2025 e agora, membros do colegiado Tricolor começam a esboçar o próximo passo: a expulsão do ex-presidente Julio Casares do Clube.
Harry Massis, atual presidente, até estudou trabalhar pela aprovação, porém, nas garras do Conselho, Casares não teve chances. Após derrota significativa perante a votação, o ex-presidente está na mira. Segundo apuração do Uol Esporte, a movimentação começou nas últimas horas.
De acordo com o jornalista Valentin Furlan, a documentação planejada para turbinar a empreitada de expulsar Casares deve ficar pronta no início da próxima semana.
O que é preciso para expulsar Casares?
Pelo estatuto, bastaria uma assinatura para dar forma ao pedido. Não é disso que se trata. A intenção, aqui, é outra: engordar o papel, dar-lhe corpo e musculatura, cercá-lo de adesões — muitas, de preferência — para que chegue com força à mesa de quem decide.
O rito não tem mistério. Conselheiros encaminham o pedido ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, que o transforma em protocolo e o despacha à Comissão de Ética. É um caminho conhecido — já trilhado no episódio que envolveu Douglas Shcwartzmann e Mara Casares, no escândalo da venda irregular de ingressos de camarote.
Para esse grupo de conselheiros, em rota de colisão com Casares, havia uma condição prévia — quase um pré-requisito tácito. Qualquer iniciativa que tratasse de expulsão dependeria, antes de tudo, de um gesto político: a rejeição do balanço do ano anterior. Sem isso, avaliavam, o restante não sairia do lugar.
Na última quinta-feira (26), a prestação de contas até foi rejeitada. Um erro da empresa encarregada do sistema embaralhou o jogo: realizou-se uma votação fechada onde o Estatuto do São Paulo Futebol Clube exige transparência — voto aberto, com nome e sobrenome. O placar chegou a ser anunciado, 194 a 34, com quatro abstenções. Parecia definitivo. Não era.
Erro provocará nova votação, mas não deve ter novidade

Na sequência, veio a constatação constrangedora: o Conselho não dispunha do registro nominal de quem votou e como votou. Sem isso, o resultado perde lastro — e a decisão, autoridade. Diante da folga no placar pela rejeição, o que se espera é mais repetição do que surpresa. Quando o novo pleito vier, a tendência é que apenas se confirme, com as formalidades em ordem, a decisão contrária à aprovação do balanço de 2025.