Fórmula 1 estuda nova alteração no regulamento e reduzir downforce a partir de 2027
As mudanças promovidas pela FIA a pedido dos pilotos foram colocadas em vigor no GP de Miami deste domingo (3) A Fórmula 1 estreou algumas alterações no regulamento no GP de Miami do último final de semana. E mais mudanç...
A Fórmula 1 estreou algumas alterações no regulamento no GP de Miami do último final de semana. E mais mudanças podem ocorrer num futuro próximo no Campeonato Mundial de Pilotos. Segundo informações do portal The Race, a categoria estuda a redução do downforce para o ano que vem.
O movimento é proporcionado pela aerodinâmica que gera uma força vertical sobre a carroceria do carro, o empurrando para o asfalto. O downforce alto dificulta ultrapassagens, aumentando a aderência dos pneus e a velocidade nas curvas.
O objetivo é uma redução de energia nos automóveis em prol de um gerenciamento mais simples de bateria. A FIA compreende que as modificações podem favorecer o sistema híbrido e melhorar a eficiência. Por outro lado, o nível de aderência pode ser prejudicado, com uma tendência de carros mais lentos.
Downforce da Fórmula 1 prejudica pilotos, segundo dirigente da FIA
Outra preocupação que acentua uma necessidade de mudança é o desgaste nos pneus por excesso de carga aerodinâmica. A intenção é amenizar possíveis riscos de segurança por conta do limite da carga dos monopostos.
Para o diretor da FIA, Nikolas Tombazis, o excesso de downforce atual em que os carros grudam no solo é prejudicial para o nível de disputa. Na visão do dirigente, a capacidade de ataque dos pilotos acaba limitada.

“As equipes encontraram um pouco mais de downforce do que esperávamos, e, portanto, a energia recuperada durante a frenagem é um pouco menor. Então, temos um desafio um pouco maior do que gostaríamos“, declarou.
Quais as mudanças promovidas pela F1 em 2026?

A iniciativa ocorreu principalmente por interesse dos pilotos, que protestaram diante da “artificialidade” nas disputas motivada pelo excesso de gerenciamento de energia nos carros. Além disso, a necessidade da segurança aos pilotos na aceleração durante as tentativas de ultrapassagem também foi prioridade.
Segundo o GE, entre as alterações no regulamento que entraram em prática em Miami estão a redução da quantidade máxima de recarga de 8 para 7 megajoules (MJ) no treino de classificação. Já o aumento da potência do superclipping (carregamento de bateria com a parte elétrica do carro) passa a ter um teto de 150 kW durante as corridas.
Por fim, foi desenvolvido um sistema de identificação de carros com aceleração baixa nas largadas e o aumento da temperatura dos pneus intermediários nas corridas com chuva. A recuperação de energia foi reduzida, além das luzes traseiras simplificadas.