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Grêmio pode mudar o sistema contra o Vasco após lesão de Amuzu e falta de opções no ataque

Grêmio pode mudar o sistema contra o Vasco após lesão de Amuzu e falta de opções no ataque

10/09/2026 12:32

Grêmio terá desfalques no ataque contra o Vasco e Luís Castro pode mudar o sistema para encontrar uma nova solução ofensiva. Com Amuzu e Jovane Cabral em dúvida e Pavón suspenso, Luís Castro precisa encontrar uma solução...

Grêmio terá desfalques no ataque contra o Vasco e Luís Castro pode mudar o sistema para encontrar uma nova solução ofensiva.

Com Amuzu e Jovane Cabral em dúvida e Pavón suspenso, Luís Castro precisa encontrar uma solução para o duelo decisivo.

A derrota para o Vitória deixou o Grêmio novamente diante de um cenário que exige respostas rápidas. No sábado, às 16h, na Arena, o Tricolor recebe o Vasco em um daqueles jogos que o futebol costuma definir como “jogo de seis pontos”. O Grêmio tem 28 pontos, ocupa a 15ª colocação e está apenas três pontos à frente do adversário, primeiro integrante da zona de rebaixamento.

E Luís Castro terá problemas para montar a equipe. Pavón está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, enquanto Amuzu e Jovane Cabral são dúvidas por questões físicas. No caso de Amuzu, a situação chamou atenção porque o jogador não havia sido apontado publicamente pelo clube como lesionado antes da partida contra o Vitória. Depois do jogo, porém, Luís Castro foi direto: “O Amuzu ficou porque está lesionado.”

A informação mais recente é de que o problema do atacante é muscular e considerado leve. Amuzu já vinha apresentando desgaste físico nas últimas partidas e será reavaliado pelo departamento médico durante a semana. Portanto, neste momento, não é possível cravar sua presença contra o Vasco.

A grande dúvida está pelos lados

E aqui começa um dos principais problemas de Luís Castro. Se Amuzu não jogar, quem entra? O belga se tornou um dos jogadores mais perigosos do Grêmio justamente pela capacidade de atacar o espaço, enfrentar o marcador e buscar o um contra um. É um jogador que dá profundidade e que consegue criar alguma coisa mesmo quando a equipe não está funcionando coletivamente.

Tetê aparece como uma das alternativas naturais, mas chega ao jogo em um momento técnico muito ruim e também enfrentando uma relação extremamente desgastada com o torcedor. A paciência da arquibancada praticamente acabou, e qualquer erro do atacante tende a aumentar ainda mais a pressão sobre ele e, consequentemente, sobre o próprio treinador.

Enamorado é outra possibilidade. Foi utilizado no segundo tempo contra o Vitória e é uma opção de origem para o setor. O problema é que também ainda não conseguiu apresentar a regularidade necessária para assumir a responsabilidade de substituir um jogador que vinha sendo tão importante. As alternativas mais naturais neste momento são Enamorado e Tetê.

Jovane Cabral seria outra alternativa, mas continua tratando uma lesão muscular e também depende de avaliação médica. Ou seja: o Grêmio chega a uma partida decisiva com poucas opções efetivamente prontas para ocupar os lados do campo.

E se Luís Castro mudar o desenho?

É justamente por isso que existe uma possibilidade interessante: Luís Castro pode não procurar simplesmente um substituto para Amuzu. Pode procurar uma nova maneira de jogar.

O próprio treinador já indicou que Krovinovic pode atuar aberto pelo lado. Segundo Castro, o croata não é um ponta tradicional, mas já exerceu essa função em outros momentos da carreira. A ideia poderia ganhar ainda mais força diante da necessidade de reorganizar o time para o duelo com o Vasco.

Na minha avaliação, existe espaço para um teste diferente: reforçar o meio-campo, colocar Krovinovic mais aberto, quase como um quarto homem de meio pelo lado direito, e trabalhar com dois atacantes mais próximos. Seria uma mudança importante de comportamento, principalmente porque o Grêmio precisa ter a bola, controlar o jogo e aproximar os setores.

E essa aproximação pode ser fundamental.

O problema apresentado contra o Vitória foi justamente a dificuldade para criar. O Grêmio teve pouca capacidade de construir jogadas pelo meio, encontrou dificuldades para produzir passes que quebrassem linhas e, depois de sofrer o gol, não mostrou força ofensiva suficiente para realmente empurrar o adversário para trás.

Contra o Vasco, não basta simplesmente colocar outro jogador na ponta e esperar que ele resolva. O Grêmio precisa construir um jogo coletivo melhor.

O cenário exige isso. A equipe está apenas três pontos acima da zona de rebaixamento, enfrenta justamente o primeiro time dentro do Z-4 e joga em casa. É uma partida que não pode ser tratada como mais uma rodada do Campeonato Brasileiro.

O elenco é curto, mas Luís Castro precisa encontrar soluções

Também é preciso reconhecer um ponto importante: Luís Castro não trabalha com um elenco cheio de alternativas. O grupo é enxuto e, neste momento, algumas posições apresentam poucas opções de características diferentes. A ausência simultânea de Pavón, Amuzu e Jovane Cabral deixa isso ainda mais evidente.

Mas esse é justamente o trabalho do treinador.

Não existe a possibilidade de esperar um reforço chegar ou de recuperar cinco jogadores diferentes antes de sábado. A solução precisa aparecer dentro do elenco que está disponível.

E talvez essa seja uma oportunidade para Luís Castro mostrar capacidade de adaptação. Se não há um substituto com as mesmas características de Amuzu, por que tentar simplesmente reproduzir o comportamento do time com outro jogador? Talvez seja o momento de alterar a estrutura, fortalecer o meio e aproximar os atacantes.

O Grêmio precisa encontrar uma forma de competir melhor e, principalmente, de controlar uma partida que terá enorme peso emocional. O torcedor já está preocupado, a cobrança sobre Luís Castro é forte e a irregularidade da equipe aumentou a desconfiança. A goleada no Gre-Nal pela Copa do Brasil mostrou que o time é capaz de apresentar um futebol muito competitivo, mas a derrota para o Vitória voltou a expor os velhos problemas.

Por isso, contra o Vasco, talvez a principal mudança não precise ser apenas de nomes. Pode precisar ser de ideia. O Grêmio precisa ter mais controle, mais aproximação, mais jogadores participando da construção e mais presença perto de Carlos Vinícius. Se Amuzu não puder jogar, Luís Castro terá de encontrar outra maneira de fazer o time ser perigoso.

Porque, neste sábado, não haverá espaço para mais uma atuação burocrática. O Grêmio precisa vencer. Não apenas pela tabela, não apenas pela pressão externa, mas porque deixar o Vasco escapar com pontos da Arena significa manter um concorrente direto respirando na luta contra o rebaixamento.

E, neste momento, o Grêmio precisa parar de procurar exceções e começar a construir regularidade.

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