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Romário critica perda de identidade entre povo e Seleção e aponta declínio técnico no futebol brasileiro

Romário critica perda de identidade entre povo e Seleção e aponta declínio técnico no futebol brasileiro

10/04/2026 17:23

Eterno camisa 11 do Tetra não escondeu sua insatisfação com a troca de gerações na Seleção Brasileira Em conversa com o L’Équipe, o ex-atacante foi direto ao ponto: a Seleção Brasileira já não joga o que se espera dela. ...

Eterno camisa 11 do Tetra não escondeu sua insatisfação com a troca de gerações na Seleção Brasileira

Em conversa com o L’Équipe, o ex-atacante foi direto ao ponto: a Seleção Brasileira já não joga o que se espera dela. Há menos repertório, menos brilho — e dependência demais de Neymar. Não é diagnóstico novo, mas ganha peso quando vem de quem conhece o ofício e fez história.

“Romágico” vai além. Sugere que o problema não está apenas no presente, mas numa transição mal resolvida. Desde a geração de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo — a última a erguer a Copa do Mundo, em 2002 — o Brasil deixou de produzir jogadores capazes de sustentar, com regularidade, o mesmo nível de excelência.

Some-se a isso a saída cada vez mais precoce de jovens talentos para a Europa. Ganha-se em formação, perde-se em identidade. O resultado é uma Seleção que, vez ou outra, até vence — mas convence cada vez menos.

Romário alerta sobre ‘Neymardependência’

“Tecnicamente, o Brasil entrou em declínio. Depois daquela geração, ficou mais difícil. E passamos a depender de um único jogador: Neymar. Além disso, nossos jovens saem muito cedo para a Europa, muitas vezes para clubes menores, onde acabam perdendo sua essência”, iniciou o eterno camisa 11 do Tetracampeonato.

O “Baixinho” também admite o óbvio: há um afastamento entre a Seleção e o torcedor brasileiro. Não chega a ser ruptura, está mais para um desgaste crônico, desses que o futebol nacional conhece bem.

Vai e volta ao longo da história. Nada exatamente novo. Em outros momentos, a Seleção também pareceu distante, quase estrangeira em relação ao próprio público. A diferença é que, agora, falta o elemento que costuma encurtar essa distância: um time que encante — ou, ao menos, convença.

Baixinho lembra que em 1994 a desesperança também pairava

A confiança de Romário aumentou por conta de Ancelotti – Foto: Marln Costa/AGIF

“As pessoas hoje não acreditam tanto, mas isso já acontecia antes de 1994. Com Carlo Ancelotti, que é muito respeitado, eu voltei a ter confiança. Precisamos nos unir para encerrar esse jejum de 24 anos sem título”, afirmou Romário.