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Quiñones, Lira e Jiménez se destacam na estreia e México mostra equilíbrio para sonhar alto na Copa

Quiñones, Lira e Jiménez se destacam na estreia e México mostra equilíbrio para sonhar alto na Copa

11/06/2026 21:31

Com atuação dominante no Azteca, equipe de Javier Aguirre supera a África do Sul, empolga a torcida e deixa sinais de que pode fazer sua melhor campanha em décadas O México começou sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 ...

Com atuação dominante no Azteca, equipe de Javier Aguirre supera a África do Sul, empolga a torcida e deixa sinais de que pode fazer sua melhor campanha em décadas

O México começou sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 da maneira que seus torcedores sonhavam. Diante de mais de 80 mil pessoas no Estádio Azteca, a seleção comandada por Javier Aguirre venceu a África do Sul por 2 a 0 e, mais do que os três pontos, apresentou uma atuação que reforça a confiança de um país inteiro em uma campanha histórica jogando em casa.

A vitória foi construída com autoridade desde os primeiros minutos. Empurrado por uma atmosfera impressionante, o México transformou o Azteca em um verdadeiro caldeirão e sufocou os africanos com uma marcação agressiva e uma postura ofensiva. O resultado foi um gol logo aos nove minutos, quando Julián Quiñones aproveitou um erro na saída de bola adversária para abrir o placar.

O lance resumiu bem a proposta mexicana: intensidade, pressão alta e agressividade para atacar o espaço. Durante praticamente toda a primeira etapa, a equipe controlou a posse de bola e limitou a África do Sul a poucas ações ofensivas. Os sul-africanos, que tentavam manter sua característica de construção desde a defesa, encontraram enormes dificuldades diante da organização mexicana.

Donos da casa mostram força: verticalidade e agressividade na marcação

Mas o que mais chamou a atenção não foi apenas o domínio territorial. O México demonstrou uma verticalidade que poucas vezes apresentou em Mundiais recentes. Sempre que recuperava a bola, a equipe buscava acelerar as jogadas, especialmente pelo lado esquerdo, onde Quiñones foi o principal desequilíbrio individual da partida.

O meia-atacante do Al-Qadsiah vive excelente momento e mostrou por que se tornou uma das peças mais importantes do elenco. Além do gol, acertou a trave e participou diretamente das principais ações ofensivas dos anfitriões. Sua movimentação constante criou problemas durante os 90 minutos para a defesa sul-africana.

Quiñones brilhou em vitória contra a África do Sul e é uma das armas de Javier Aguirre no Mundial – Foto: David Ramos/Getty Images

Outro destaque foi Erik Lira. Incansável na marcação e eficiente na distribuição, o meio-campista deu equilíbrio ao time e foi fundamental para manter o controle das ações. Sua atuação simbolizou uma característica que parece diferenciar esta geração mexicana das anteriores: o equilíbrio coletivo.

No segundo tempo, a expulsão de Sithole facilitou ainda mais a missão dos donos da casa – Zwane levaria cartão vermelho no fim para complicar ainda mais aos sul-africanos. O México transformou a posse de bola em pressão constante até encontrar o segundo gol.

Raúl Jiménez se mostrou confiável referência do ataque mexicano

A jogada foi construída por Quiñones e Alvarado antes de encontrar Raúl Jiménez, que mostrou toda a qualidade de um centroavante experiente ao cabecear com precisão para ampliar a vantagem.

Raúl Jiménez sobe sozinho para marcar o segundo gol de vitória mexicano em estreia na Copa – Foto: IMAGO / Matthias Koch

O gol premiou outro dos pontos fortes da equipe: a presença de área de Jiménez. Mesmo participando pouco da construção das jogadas, o camisa 9 continua sendo uma referência decisiva quando a bola chega perto do gol adversário.

Se a África do Sul não representava um dos maiores desafios do grupo, o desempenho mexicano ainda merece elogios. Em estreias de Copa do Mundo, especialmente diante da pressão de atuar como anfitrião, vencer é importante; convencer costuma ser ainda mais difícil. E o México conseguiu fazer os dois.

Equilíbrio mexicano e ótima impressão aos rivais da Copa do Mundo

A impressão deixada no Azteca é de uma seleção mais madura, equilibrada e competitiva do que as que disputaram as últimas edições do Mundial. Nem mesmo o vermelho ao zagueiro Montes – considerada exagerada do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio – foi o bastante para alterar a análise.

No esquadrão mexicano de 2026, há talento individual, organização coletiva e uma identidade de jogo clara. Ainda é cedo, mas a estreia mostrou que a equipe tem argumentos para sonhar com algo maior do que a tradicional barreira das oitavas de final.