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Renúncia de Alessandro Barcellos é possível no Inter, mas Estatuto limita saída da presidência

Renúncia de Alessandro Barcellos é possível no Inter, mas Estatuto limita saída da presidência

07/09/2026 22:24

Torcida Organizada protestou no Beira-Rio e pediu a saída do presidente; pressão aumenta após Barcellos chegar a 100 derrotas no comando. A renúncia de Alessandro Barcellos voltou a ser tema central nos bastidores do Int...

Torcida Organizada protestou no Beira-Rio e pediu a saída do presidente; pressão aumenta após Barcellos chegar a 100 derrotas no comando.

A renúncia de Alessandro Barcellos voltou a ser tema central nos bastidores do Internacional após um protesto realizado pela torcida organizada Camisa 12 no Beira-Rio. O principal pedido da manifestação foi justamente pela saída do atual presidente colorado, que vive um dos momentos de maior pressão desde que assumiu o comando do clube.

A possibilidade de Barcellos deixar a presidência existe, mas o Estatuto do Internacional limita os caminhos para uma saída antecipada. A principal possibilidade é a renúncia por vontade do próprio presidente. Outra situação envolve a existência de irregularidades graves na gestão, especialmente em casos relacionados a crimes.

Até hoje, uma situação desse tipo nunca aconteceu na história recente do Internacional. Por isso, a pressão externa, os protestos e os pedidos de torcedores não são suficientes, por si só, para retirar o presidente do cargo antes do fim do mandato.

Nos bastidores, o entendimento é de que Alessandro Barcellos não gostaria de renunciar e deixar a atual gestão. Mesmo com a forte pressão após os últimos resultados, o presidente não demonstra intenção de abandonar o cargo voluntariamente neste momento.

Torcida vê direção como principal responsável pela crise

É quase unânime entre grande parte dos colorados que o principal responsável pela fase vivida pelo Internacional é a direção comandada por Alessandro Barcellos. Os bons momentos dentro de campo não foram muitos nos últimos anos, enquanto os tropeços e fracassos passaram a se repetir com frequência.

A derrota para o Santos, por 3 a 2, no Beira-Rio, no domingo (6), apenas aumentou esse sentimento. O resultado manteve o Internacional em situação delicada no Campeonato Brasileiro e ampliou a pressão sobre toda a estrutura do futebol colorado.

A estatística da gestão de Alessandro Barcellos também atingiu uma marca negativa importante. Desde que assumiu a presidência, em 2021, o mandatário chegou à sua 100ª derrota no comando do clube.

Foram 374 partidas disputadas durante 2.071 dias de gestão. Neste período, o Internacional conquistou 165 vitórias, teve 109 empates e sofreu 100 derrotas, alcançando um aproveitamento de 53,8%.

O número ajuda a explicar parte da insatisfação atual. A campanha demonstra a irregularidade do Internacional ao longo de quase cinco anos, com períodos de bons resultados alternados por crises esportivas, mudanças no comando técnico e eliminações importantes.

Camisa 12 protesta no Beira-Rio

A torcida organizada Camisa 12 realizou o protesto nesta segunda-feira (7), por volta das 12h30min. Pouco mais de 29 torcedores participaram da manifestação em frente ao portão 5 do Beira-Rio e posaram para uma foto durante o ato.

Depois do protesto em frente ao estádio, os integrantes da Camisa 12 seguiram para a sede da torcida organizada. A manifestação aconteceu em um momento de forte tensão nos bastidores, com a crise esportiva também provocando reuniões e discussões sobre o futuro do departamento de futebol.

Pressão não garante saída de Barcellos

Apesar dos pedidos pela renúncia, uma eventual saída de Alessandro Barcellos não acontece automaticamente por pressão política ou popular. O Estatuto do Internacional prevê condições específicas para que o presidente deixe o cargo antes do fim de seu mandato.

A principal possibilidade é a própria renúncia do presidente. Outra alternativa está relacionada à comprovação de irregularidades graves na gestão, especialmente situações que envolvam crimes e que possam resultar nos procedimentos previstos pelo Estatuto.

O pedido da Camisa 12 pela renúncia mostra que Alessandro Barcellos passou a ser o principal alvo da insatisfação de parte da torcida. Resta saber se a pressão será suficiente para provocar uma decisão voluntária do presidente ou se a atual gestão seguirá até o encerramento do mandato.