Willian Arão fora expõe contraste entre o Santos com controle e o Santos sem organizador
A ausência de Willian Arão obriga Vojvoda a ajustar o meio-campo do Santos e altera a construção desde a defesa Mais do que um volante de marcação, Arão vinha exercendo um papel central na organização do time, funcionand...
Mais do que um volante de marcação, Arão vinha exercendo um papel central na organização do time, funcionando como elo entre defesa e meio-campo e sendo o primeiro responsável por dar fluidez à saída de bola do Peixe.
Fora do confronto contra a Chapecoense após passar por cirurgia para retirada de cálculo renal, Arão ficará afastado por pelo menos duas semanas, período em que o Santos perde justamente o jogador que mais se aproximava de um regente silencioso no sistema do treinador argentino.

João Schmidt aparece como substituto mais próximo no modelo de Vojvoda
Sem o volante, Vojvoda se vê obrigado a adaptar a estrutura do meio-campo, e João Schmidt surge como a alternativa mais natural. O jogador, que alcançou recentemente a marca de 100 partidas pelo clube, já foi acionado durante o segundo tempo contra o Bragantino e reúne características semelhantes às de Arão no aspecto posicional e na leitura defensiva.
A diferença, porém, está na construção, Schmidt entrega consistência sem oferecer o mesmo nível de qualidade no passe e na organização ofensiva.
Outras opções mudam o equilíbrio e o ritmo do Santos
Essa mudança tende a alterar o comportamento coletivo do Santos, que pode ganhar proteção defensiva, mas perder controle na saída de bola e na circulação do jogo.
Diante desse cenário, o Santos inicia o Brasileirão com expectativa e cautela, sabendo que a ausência de Arão representa mais do que uma troca de peças, mas uma mudança clara de funcionamento coletivo.