Hugo Souza ficou perto de trilhar caminho de Dida e começa do zero pela Copa do Mundo
Goleiro do Corinthians, Hugo Souza chegou a ficar muito perto da Copa do Mundo e agora terá que recalcular a rota por 2030 Esses dias me vi pensando na música (Just Like) Starting Over, de John Lennon, do álbum Double Fa...
Esses dias me vi pensando na música (Just Like) Starting Over, de John Lennon, do álbum Double Fantasy, de 1980. Mais precisamente o trecho: “será como começar de novo”. Inevitavelmente, associei com o momento atual de Hugo Souza após ficar fora da Copa do Mundo.
Depois que Ancelotti assumiu a Seleção Brasileira, o goleiro do Corinthians chegou a ter vaga encaminhada para o Mundial, mas seu rendimento fez com ele fosse ausência no Mundial. Sem dúvidas, uma frustração muito grande, já que ele declarou publicamente que esse é o seu grande sonho.
Mas ele falhou em alguns momentos? Claro que sim, é verdade. Porém, passou longe de não passar segurança para os torcedores da equipe que ele defende. Diferente disso, ele é um dos jogadores mais queridos do atual elenco.
Houve um debate muito grande acerca de seu mérito em ir à Copa, principalmente sobre as cobranças de pênaltis. Alguns foram defensores para ele ser acionado até em um cenário em que o Brasil precise buscar uma classificação em uma eventual disputa de penalidades. O arqueiro já se mostrou ser diferenciado neste sentido.
A frustração e o caminho de Dida em Copas do Mundo
Assumidamente, o goleiro tem em Dida a sua principal inspiração e curiosamente ele poderia iniciar o mesmo caminho do ex-arqueiro da Seleção Brasileira caso fosse convocado.
Dida fez o caminho natural: terceiro goleiro em 1998 (atrás de Taffarel e Carlos Germano), primeiro reserva no penta de 2002 (à frente de Rogério Ceni e Marcos de titular), e, finalmente, o dono da meta em 2006.

Ah, mas o corinthiano seria titular na Copa do Mundo? Seguindo a justificativa de Ancelotti, é muito improvável. Ele queria mais experiência nos três goleiros e por isso chamou Alisson, Éderson e Weverton. Porém, seria importante ele vivenciar uma Copa do Mundo, pensando no próximo ciclo.
O camisa 1 do Corinthians tem 27 anos, dois a mais do que Dida tinha em 1998. Em seu último Mundial em 2006, o pentacampeão mundial tinha 33. Ou seja, já que estamos no espírito Lenniano, o sonho de Hugo não morreu!

O plano futuro por 2030
Agora existem dois caminhos em sua carreira para os próximos anos: seguir em seu atual clube e caminhar para virar ídolo ou mudar de ares e atuar na Europa. Independente, os dois cenários tem um objetivo em comum: a Copa do Mundo de 2030.
O goleiro mostrou potencial e se evoluir tem tudo para estar no próximo ciclo do Mundial seguinte. Depende apenas de seu foco, gana e manter as constâncias de suas atuações.
Me arrisco a dizer que se a convocação fosse em 2024 ou 2025, sua ida à Copa seria uma certeza. Suas atuações nesta temporada não foram as mesmas e ele acabou perdendo espaço. Pode-se dizer que foi justo ou não, mas é um fato que ele não foi o mesmo goleiro.
Voltando lá em cima no comecinho desse texto, voltamos para a canção de John Lennon citada. Ele vai precisar começar do zero para voltar a impressionar Carlo Ancelotti, que agora inicia um ciclo desde o seu começo.