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São Paulo corre risco de novo transfer ban por dívida com Novorizontino

São Paulo corre risco de novo transfer ban por dívida com Novorizontino

11/09/2026 08:00

Tricolor não pagou as cinco parcelas da compra de Djhordney e precisa quitar dívida para evitar nova punição da CBF O São Paulo corre sério risco de sofrer mais um transfer ban nos próximos dias por conta de uma dívida c...

Tricolor não pagou as cinco parcelas da compra de Djhordney e precisa quitar dívida para evitar nova punição da CBF

O São Paulo corre sério risco de sofrer mais um transfer ban nos próximos dias por conta de uma dívida com o Novorizontino. O clube não conseguiu quitar os valores referentes à compra do jovem Djhordney e, diante da falta de uma previsão concreta para o pagamento, pode voltar a ser impedido de registrar novos jogadores.

A informação é de que o São Paulo precisa pagar cerca de R$ 1,1 milhão ao Novorizontino pela aquisição definitiva do atacante. O negócio foi realizado ainda durante a gestão Julio Casares, que acionou a cláusula de compra prevista no empréstimo do jogador.

Djhordney havia sido emprestado ao São Paulo até o fim da Copinha e chamou atenção durante a competição. O jovem é tratado como uma promessa do clube, vem sendo convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 e ganhou espaço nas avaliações internas.

É importante deixar claro: o problema não tem qualquer relação com o jogador. A questão é exclusivamente financeira e diz respeito ao cumprimento do acordo firmado entre São Paulo e Novorizontino.

São Paulo deixou de pagar cinco parcelas

Depois de exercer a opção de compra, o São Paulo assumiu o compromisso de pagar o valor acordado ao Novorizontino em cinco parcelas. O problema é que nenhuma delas foi quitada ao longo do ano.

A dívida acabou chegando à Agência Nacional de Resolução de Disputas da CBF, que estabeleceu um prazo de 45 dias para que o São Paulo regularizasse a situação e evitasse uma nova punição.

Esse prazo, porém, está se aproximando do fim, e o cenário atual não é animador. O São Paulo não tem hoje uma projeção clara de quando conseguirá fazer o pagamento.

O risco é ainda maior porque o Tricolor já conhece as consequências desse tipo de problema. Recentemente, o clube sofreu um transfer ban por conta da dívida com a Lazio referente à primeira parcela da compra de Marcos Antônio.

Ticketmaster aparece como possível saída

A única possibilidade concreta discutida internamente para que o São Paulo consiga levantar o dinheiro necessário passa pela aprovação do contrato com a Ticketmaster no Conselho Deliberativo.

O acordo prevê uma antecipação de aproximadamente R$ 140 milhões ao clube. Com esse dinheiro em caixa, o São Paulo teria condições de regularizar diferentes compromissos financeiros, incluindo a dívida com o Novorizontino.

O problema é que o contrato está justamente no centro de uma discussão política dentro do clube.

Uma comissão foi criada no Conselho Deliberativo para analisar como ocorreu o processo de negociação e a escolha da Ticketmaster. A intenção é apurar as condições do edital, as propostas apresentadas e se o processo ocorreu de maneira adequada até a definição da empresa vencedora.

Enquanto essa discussão não é resolvida, o São Paulo fica sem acesso ao recurso que poderia solucionar uma série de problemas financeiros.

São Paulo pode voltar a ficar impedido de contratar

O cenário, portanto, é bastante delicado. Caso o prazo de 45 dias termine sem o pagamento ao Novorizontino e o clube não consiga outra fonte de recursos, a tendência é de aplicação de um novo transfer ban.

Seria mais uma punição em um intervalo curto, justamente em um momento no qual o São Paulo já enfrenta dificuldades para manter seus compromissos financeiros em dia.

O clube também vive um cenário de atrasos nos direitos de imagem dos jogadores e, pela primeira vez em período recente, deixou de pagar os salários registrados em carteira na data prevista.

Agora, o Tricolor depende de uma solução financeira antes do fim do prazo estabelecido. Se o contrato com a Ticketmaster for aprovado, os R$ 140 milhões de antecipação podem permitir a regularização da dívida. Se isso não acontecer — e nenhuma outra alternativa aparecer — o São Paulo ficará novamente sujeito a um transfer ban.