Rui Costa explica ambiente insustentável para Roger e desabafa sobre demissão
Tricolor é eliminado na Copa do Brasil e o diretor-executivo, Rui Costa, detalha desde a escolha de Roger Machado até a trajetória que levou o fim de ciclo do treinador O ciclo de Roger Machado no São Paulo chegou ao fim...
O ciclo de Roger Machado no São Paulo chegou ao fim após o insucesso no mata-mata da Copa do Brasil. Segundo Rui Costa, a cúpula do futebol tricolor decidiu pela demissão após avaliar o impacto negativo do resultado e a crescente instabilidade no ambiente do clube.
“O futebol é muito dinâmico e gera repercussões a todo momento. Esse é um resultado que nenhum de nós cogitava, pela grandeza do São Paulo, sempre com todo o respeito à grandeza do adversário”, iniciou Rui Costa
“Pelo que fizemos no primeiro jogo e deixamos de fazer hoje, entendemos, em conversa com o Roger, que a pressão externa aumentaria ainda mais com a continuidade do processo. Por isso, avaliamos que este era o momento da troca, com o apoio e a compreensão do presidente”, completou.
Diretor comentou sobre o que levou a contratação de Roger
Roger Machado assumiu o cargo em março, herdando a equipe no G-2 do Brasileiro logo após a polêmica dispensa de Crespo. Alvo de críticas por parte dos torcedores devido à mudança, Rui Costa fez questão de frisar que a nomeação de Roger foi respaldada por toda a cúpula do clube.
“Duas coisas bem objetivas. A contratação do Roger não foi minha, nunca fiz isso. Foi uma contratação que, desde a saída até a chegada, contou com várias reflexões e muitas conversas com o presidente e o Rafinha. Não foi uma decisão minha. Foi do departamento de futebol, apoiada pelo presidente. Não é esse caráter muito personalista”, explicou.

Em 60 dias de trabalho, Roger Machado somou sete triunfos, quatro empates e seis reveses em 17 partidas oficiais. A saída do treinador se deu logo após o episódio do áudio vazado do presidente Harry Massis em apoio ao técnico. No entanto, o executivo Rui Costa tratou o vazamento como algo superado, pontuando que a decisão pela demissão foi aceita de forma compreensiva por Roger.
Roger contava com apoio, mas pressão ficou insuportável
“O presidente sempre apoiou o Roger com atitudes. Para mim, elas são mais fortes do que palavras. Isso acontecia no dia a dia do CT, nos encontros e também nas reuniões de planejamento. Mesmo nos momentos mais críticos, o Roger tinha a sensação real de que permaneceria no projeto. Não é um áudio pontual que mudaria isso. O São Paulo entendeu que era o momento de encerrar essa relação. O Roger também compreendeu isso”, finalizou.