Zubeldía explica mudança do Fluminense após susto na Libertadores e expõe bastidores com o rival
Treinador vaza diálogo inusitado com presidente argentino e abre o jogo sobre o desafio de mudar o Flu para o mata-mata da Libertadores O Fluminense estreia nas oitavas de final da Libertadores de 2026 nesta terça-feira,...
O Fluminense estreia nas oitavas de final da Libertadores de 2026 nesta terça-feira, às 19h, no Maracanã, reencontrando um velho conhecido. O Tricolor volta a encarar o Independiente Rivadavia, adversário da fase de grupos que teve, por duas vezes, a chance de eliminar a equipe carioca.
O primeiro drama foi na Argentina, quando o rival vencia por 1 a 0 até os acréscimos — jogo que terminou 1 a 1 e evitou a queda do time de Zubeldía. O segundo veio no encerramento do grupo: uma derrota do time de Mendoza para o Bolívar decretaria a queda do Fluminense, mas os argentinos venceram por 3 a 1 e garantiram a sobrevivência do Tricolor.
O episódio não apenas deixou lições ao Tricolor, mas também rendeu um diálogo curioso entre a diretoria argentina e o treinador do Tricolor: “Vou contar uma história. Quando termina a fase de grupos, mando uma mensagem ao diretor e ao presidente do Rivadavia. Dando parabéns pela classificação. E o presidente me responde: “Nos vemos em Montevidéu” (risos). Na verdade, nos vemos agora. Mata-mata é outra história”, afirmou Zubeldía em entrevista ao Globo Esporte.
Aprendizado fez o Flu mudar
“Tivemos várias dificuldades. Nos colocamos sozinhos em dificuldades no grupo. Aprendemos o que é uma Copa Libertadores. Não digo o clube, mas como elenco. Vai se entrando em sintonia e espero que possamos fazer uma grande eliminatória e temos fé que vamos passar”, completou o comandante do Nense.
O confronto pode ser o mesmo, mas o contexto mudou. Impactados pelas movimentações da janela de transferências e pelo desgaste acentuado do calendário, Fluminense e Independiente Rivadavia se reencontram sob novas condições.
Se o Fluminense se encorpou com a chegada das estrelas Hulk e Thiago Silva — ambos em busca da primeira taça da América —, o Independiente Rivadavia precisou se reformular. Os argentinos perderam Sebastián Villa, principal nome do time, para o Boca Juniors, e apostam agora em Max Salas, ex-atacante do River Plate, para liderar o setor ofensivo.
Zubeldía comenta mudança no rival
“Villa é um grande jogador. Nesse nível, todo mundo se trata de reforçar bem. Alguns times argentinos sem tanta fama têm a vantagem de contratar sem fazer muito ruído. Para a gente, quando contratamos há pressão. Essas equipes trabalham em silêncio e contratam, como no caso do Villa e do Arce, e é muito difícil”, pondera Zubeldía.

Dono da pior campanha entre os remanescentes do torneio, o Tricolor não terá a vantagem de decidir no Maracanã: precisará definir seu futuro longe de seus domínios em todas as fases até a semifinal. O duelo decisivo em Mendoza, no Estádio Malvinas Argentinas, acontece no dia 18 de agosto, no mesmo horário das 19h.
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