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De Kerolin ao topo: futebol feminino do Brasil quebra recordes e impulsiona mercado da bola global

De Kerolin ao topo: futebol feminino do Brasil quebra recordes e impulsiona mercado da bola global

12/08/2026 13:58

De Priscila a Tarciane: a sequência de recordes que antecedeu a grande virada. Uma linha do tempo marcada por transferências fulminantes mostra como o topo do ranking mudou de dono em questão de meses A negociação de Ker...

De Priscila a Tarciane: a sequência de recordes que antecedeu a grande virada. Uma linha do tempo marcada por transferências fulminantes mostra como o topo do ranking mudou de dono em questão de meses

A negociação de Kerolin com o Barcelona marcou um novo patamar para o futebol feminino brasileiro. A atacante assinou por quatro anos em um contrato avaliado em 1,2 milhão de euros (cerca de R$ 7 milhões, incluindo bônus), tornando-se a maior transação da história para uma atleta do país.

Como aponta a jornalista Carol Guerra, no portal Trivela, a transferência também estabeleceu recordes operacionais nas duas pontas, figurando como a maior venda do Manchester City e a maior compra do Barcelona na modalidade, além de garantir a quarta posição no ranking global do esporte.

A evolução, contudo, reflete uma tendência mais ampla do mercado nacional. Conforme destaca, citando levantamento da Folha de S.Paulo, os valores das principais negociações de jogadoras brasileiras para o exterior cresceram cerca de 170% desde 2024. Essa escalada começou a ganhar tração com a saída de Tarciane do Corinthians para o Houston Dash por R$ 2,6 milhões e, poucos meses depois, com a ida de Priscila do Internacional ao América do México por R$ 2,8 milhões.

Brasileiras agitam o mercado global

O movimento culminou em 2025 com sucessivas quebras de recordes, com a própria Tarciane voltando ao topo do ranking após se destacar na NWSL, coroando a valorização internacional das brasileiras, analisada pela jornalista, que ainda apontou a escalada do mercado brasileiro indicando marcos importantes entre 2024 e 2025. Após Priscila assumir o topo da lista ao trocar o Internacional pelo América do México por R$ 2,8 milhões, o ano de 2025 consolidou uma sequência inédita de recordes financeiros.

A zagueira Tarciane voltou a liderar o ranking ao se transferir do Houston Dash para o Lyonnes por 960 mil dólares (R$ 4,9 milhões na cotação da época). No entanto, conforme retrata Carol Guerra, o posto de maior transação do futebol feminino nacional naquele ano acabou ocupado por Amanda Gutierres: a então atacante do Palmeiras foi vendida ao Boston Legacy por 1,1 milhão de dólares (aproximadamente R$ 5,6 milhões).

O impatco profundo de Kerolin

A chegada de Kerolin levou o mercado de transferências das atletas brasileiras a um novo patamar, registrando um salto de 173,1% em relação ao recorde anterior de Tarciane: “Além do desempenho individual, a modalidade também passou por um maior profissionalismo, maior investimento tanto de clubes como de patrocinadores e desenvolvimento das categorias de base. Alinhado a esses fatores, está também o aumento da visibilidade das competições, a partir das transmissões em diferentes plataformas, potencializado também pela exibição na tv aberta”, explica jornalista em seu artigo.

FIFA de olho na expansão

Dados da Fifa analisados pela jornalista Carol Guerra (Trivela) mostram a expansão acelerada do futebol feminino global: em 2025, o mercado movimentou 2.440 transferências (+6,3%) e movimentou US$ 28,6 milhões (R$ 146 milhões), valor 80% superior ao de 2024. A evolução foi impulsionada pela profissionalização e pelo maior envolvimento financeiro das equipes — com altas expressivas no número de clubes que investiram (+23,9%) e lucraram (+25%) com contratações. Como destaca, o Brasil liderou essa movimentação na América do Sul já no início de 2026, com 21 transações internacionais registradas em janeiro.