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De ídolos a casos de polícia: 20 jogadores de futebol famosos que já foram presos

De ídolos a casos de polícia: 20 jogadores de futebol famosos que já foram presos

16/08/2026 20:31

De Ronaldinho Gaúcho a Robinho, relembre os casos que levaram grandes nomes do futebol mundial para trás das grades A carreira de um jogador de futebol costuma ser associada a títulos, gols, fama e grandes momentos dentr...

De Ronaldinho Gaúcho a Robinho, relembre os casos que levaram grandes nomes do futebol mundial para trás das grades

A carreira de um jogador de futebol costuma ser associada a títulos, gols, fama e grandes momentos dentro de campo. No entanto, alguns atletas conhecidos mundialmente também tiveram suas trajetórias marcadas por problemas com a Justiça, chegando a ser detidos ou cumprir períodos de prisão por diferentes motivos.

Entre os casos mais conhecidos estão nomes que fizeram história no futebol brasileiro e internacional. Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, foi preso no Paraguai por uso de documentos falsos, enquanto Edmundo enfrentou consequências judiciais após um acidente de trânsito. Outros episódios envolveram crimes muito mais graves e tiveram impacto profundo na vida dos envolvidos.

As histórias também mostram que os motivos e as circunstâncias de cada prisão são bastante diferentes. Há casos de jogadores condenados, de atletas detidos durante investigações e até de pessoas posteriormente absolvidas. A seguir, relembre alguns dos principais nomes do futebol que já passaram por trás das grades e entenda os episódios que marcaram suas trajetórias.

20) Tony Adams (Inglaterra)

Tony Adams. Foto: Tim Merry/Getty Images
Tony Adams. Foto: Tim Merry/Getty Images

O lendário zagueiro e capitão do Arsenal viveu um dos momentos mais difíceis da sua vida pessoal e profissional em dezembro de 1990. Na época, aos 24 anos, Adams travava uma dura batalha contra o alcoolismo e acabou perdendo o controle de seu veículo, colidindo contra um muro na região de Rayleigh, em Essex. O teste de alcoolemia revelou que o nível de álcool em seu sangue ultrapassava em mais de quatro vezes o limite legal permitido pela legislação britânica.

Diante da gravidade da infração e da reincidência em problemas no trânsito, a Justiça inglesa o condenou a quatro meses de prisão na penitenciária de Chelmsford. Tony Adams cumpriu metade da pena, sendo liberado após cerca de 58 dias por bom comportamento. O episódio serviu como um divisor de águas na vida do jogador que, anos mais tarde, buscou tratamento, superou o vício e fundou a Sporting Chance Clinic, uma instituição dedicada a ajudar atletas profissionais no combate a vícios e problemas de saúde mental.

19) Breno (Brasil)

Breno. Foto: Lucas Uebel/Getty Images
Breno. Foto: Lucas Uebel/Getty Images

O zagueiro brasileiro, revelado pelo São Paulo e contratado como promessa pelo Bayern de Munique, protagonizou um grave e trágico incidente em setembro de 2011, na Alemanha. Aos 21 anos, enfrentando problemas de adaptação, depressão e lesões recorrentes no joelho, Breno ateou fogo à própria casa onde morava com a família no subúrbio de Munique. O imóvel ficou completamente destruído pelas chamas, mas, por sorte, sua esposa e filhos não estavam no local no momento do incêndio.

Após as investigações apontarem ação deliberada sob efeito de álcool, Breno foi detido e, em julho de 2012, acabou condenado pelo Tribunal de Munique a três anos e nove meses de prisão por incêndio criminoso. Ele cumpriu pena no presídio de Stadelheim, conseguindo a progressão para o regime semiaberto após cerca de um ano e meio, período em que começou a trabalhar na comissão técnica do clube alemão. Em dezembro de 2014, após cumprir cerca de dois anos e meio da pena, o jogador recebeu liberdade condicional e retornou ao Brasil para retomar sua carreira no futebol.

18) Freddy Rincón (Colômbia)

Freddy Rincón. Foto: Shaun Botterill /Getty Images
Freddy Rincón. Foto: Shaun Botterill /Getty Images

Em maio de 2007, o ex-meia e ídolo da Seleção Colombiana, com passagens marcantes por Palmeiras e Corinthians, foi preso em São Paulo em uma operação realizada pela Polícia Federal em parceria com a Interpol. Rincón teve sua prisão preventiva decretada a pedido da Justiça do Panamá, sob as acusações de associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, ligado a uma rede comandada pelo traficante colombiano Pablo Rayo Montaño.

O ex-atleta permaneceu preso na carceragem da Polícia Federal em São Paulo por aproximadamente quatro meses, enquanto aguardava o julgamento do pedido de extradição feito pelas autoridades panamenhas. Rincón alegava inocência, afirmando ser apenas um investidor em empresas que, sem o seu conhecimento direto, tinham ligação com o esquema. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de extradição e concedeu a liberdade provisória ao jogador. Anos depois, em 2016, a Justiça do Panamá o absolveu de todas as acusações por falta de provas conclusivas.

17) Romário (Brasil)

Romário. Foto: David Ramos/Getty Images
Romário. Foto: David Ramos/Getty Images

O lendário atacante e campeão mundial de 1994 teve uma breve e rumorosa passagem pela prisão em julho de 2009. Na ocasião, o Baixinho foi detido na 16ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, no bairro da Barra da Tijuca, por conta de uma dívida de pensão alimentícia referente a dois de seus filhos, fruto do relacionamento com sua primeira esposa, Mônica Santoro. O valor acumulado da pendência judicial ultrapassava os R$ 80 mil.

Romário passou cerca de 22 horas na carceragem da delegacia aguardando a resolução do caso. Sua equipe jurídica comprovou o pagamento e apresentou ao juiz os comprovantes das quantias devidas e quitadas. Após a quitação e a expedição do alvará de soltura pela Justiça, o ex-jogador foi liberado no dia seguinte sem maiores desdobramentos criminais, tratando o episódio como um mal-entendido contábil e burocrático na apuração dos valores.

16) Paul Gascoigne (Inglaterra)

Paul Gascoigne. Foto: Michael Regan/Getty Images
Paul Gascoigne. Foto: Michael Regan/Getty Images

Conhecido como “Gazza”, um dos jogadores mais talentosos e icônicos do futebol inglês nos anos 90 viveu um longo histórico de problemas disciplinares e prisões ao longo das últimas décadas. Devido ao alcoolismo severo e transtornos psiquiátricos, Gascoigne acumula detenções ocorridas principalmente entre os anos de 2008 e 2018. Seus episódios com a polícia incluem acusações de agressão, embriaguez ao volante, desordem em locais públicos e desacato.

Em outubro de 2010, Gazza chegou a ser detido duas vezes no mesmo mês: primeiro por posse de entorpecentes (cocaína) e, dias depois, por dirigir embriagado e sem habilitação válida. Suas passagens por delegacias na Inglaterra foram majoritariamente de curta duração, variando de poucas horas a alguns dias em custódia até o pagamento de fianças ou aplicação de penas alternativas, acompanhadas de ordens judiciais obrigatórias para internações em clínicas de reabilitação.

15) Edilson “Capetinha” (Brasil)

Edilson
Edilson “Capetinha”. Foto: Buda Mendes/Getty Images

O ex-atacante da Seleção Brasileira e ídolo do Corinthians vivenciou recorrentes episódios de prisão motivados pelo não pagamento de pensão alimentícia. A primeira grande repercussão ocorreu em março de 2014, quando foi detido em Salvador e permaneceu seis dias preso. O ex-jogador voltou a ser preso em julho de 2016, na capital baiana, por uma dívida estimada em mais de R$ 430 mil, e em agosto de 2017, em Brasília, acumulando outra pendência superior a R$ 110 mil.

Em cada um desses episódios, Edilson cumpriu os prazos de detenção administrativa determinados pela Justiça civil para devedores de alimentos, variando entre alguns dias e cerca de um mês na prisão, até que seus advogados fechassem acordos de parcelamento ou quitação dos débitos acumulados. O ex-atleta apontava divergências nos cálculos das rendas acumuladas após a aposentadoria do futebol profissional como a principal razão para os atrasos nas parcelas.

14) George Best (Irlanda do Norte)

George Best. Foto: Getty Images
George Best. Foto: Getty Images

Lenda do Manchester United e eleito o melhor jogador da Europa em 1968, George Best travou uma pública e devastadora batalha contra o alcoolismo ao longo da vida. Em dezembro de 1984, o craque norte-irlandês acabou preso após ser pego dirigindo sob efeito de álcool pelas ruas de Londres. Ao ser abordado pelas autoridades, Best agrediu verbal e fisicamente um policial e faltou aos compromissos judiciais estipulados após a fiança inicial.

Em razão da agressão, desacato e reincidência na condução sob efeito de substâncias, a Justiça britânica o condenou a três meses de reclusão. Best cumpriu cerca de dois meses da sentença na prisão de Ford Open, no condado de West Sussex, passando inclusive o Natal de 1984 atrás das grades. O ex-jogador chegou a atuar pela equipe de futebol do presídio durante o período em que cumpriu a pena antes de ser colocado em liberdade.

13) Ronaldinho Gaúcho (Brasil)

Ronaldinho Gaúcho. Foto: Dan Mullan/Getty Images
Ronaldinho Gaúcho. Foto: Dan Mullan/Getty Images

Em março de 2020, o astro mundial do futebol e seu irmão, Roberto de Assis, foram retidos e posteriormente presos pela polícia do Paraguai, em Assunção. O motivo da detenção foi o uso de documentos públicos falsificados: ambos entraram no país utilizando passaportes e carteiras de identidade paraguaias com dados alterados. A princípio, o craque argumentou ter recebido os documentos como presentes de empresários locais sem saber da sua ilegalidade.

Ronaldinho e o irmão passaram 32 dias presos na Agrupación Especializada, uma sede da Polícia Nacional em Assunção que funciona como presídio de máxima segurança. Em abril de 2020, após o pagamento de uma fiança de 1,6 milhão de dólares, a Justiça converteu a prisão preventiva em domiciliar, e ambos foram transferidos para um hotel de luxo na capital paraguaia. Em agosto de 2020, após quase seis meses detidos no país, eles fecharam um acordo com o Ministério Público paraguaio, pagaram multas e foram liberados para retornar ao Brasil.

12) René Higuita (Colômbia)

René Higuita. Foto: Nelson Rios/Vizzor Image/Getty Images
René Higuita. Foto: Nelson Rios/Vizzor Image/Getty Images

O folclórico e histórico goleiro da Seleção Colombiana foi preso em junho de 1993, em pleno auge de sua carreira no Atlético Nacional. Higuita foi enquadrado na lei antissequestro da Colômbia por ter atuado como intermediário na libertação da filha de um empresário ligado ao cartel de drogas, que havia sido sequestrada a mando de um grupo rival. O goleiro entregou o dinheiro do resgate e admitiu ter recebido cerca de 50 mil dólares como agradecimento da família pela mediação.

Segundo a legislação colombiana vigente na época, era expressamente proibido lucrar ou mediar negociações de resgate de sequestros sem a participação e autorização das forças de segurança do Estado. Higuita permaneceu preso por sete meses na prisão de La Picota, em Bogotá. Devido à sua prisão prolongada, o goleiro perdeu a preparação física e acabou ficando de fora da convocação final da Colômbia para a Copa do Mundo de 1994, sendo libertado apenas em janeiro daquele ano sem julgamento condenatório definitivo.

11) Edmundo (Brasil)

Edmundo. Foto: Foto: Shaun Botterill/Getty Images
Edmundo. Foto: Foto: Shaun Botterill/Getty Images

Em dezembro de 1995, o atacante Edmundo se envolveu em um trágico acidente de trânsito na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O carro guiado pelo jogador colidiu com outro veículo e capotou, resultando na morte de três pessoas (uma no carro de Edmundo e duas no outro veículo), além de deixar outras três gravemente feridas. Em 1999, o atleta foi condenado em primeira instância a quatro anos e meio de prisão em regime semiaberto por homicídio culposo (sem intenção de matar) e lesão corporal culposa.

Edmundo chegou a passar apenas uma noite preso na Polinter, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em outubro de 1999, conseguindo uma liminar para recorrer da decisão em liberdade. Após anos de recursos judiciais, em junho de 2011, foi expedido um novo mandado de prisão contra ele. O ex-jogador foi detido em um hotel no bairro de São Conrado e passou poucas horas na delegacia até que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a prescrição do crime, extinguindo definitivamente a pena e concedendo sua soltura imediata.

10) Jô (Brasil)

Jô. Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images
Jô. Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images

O ex-atacante do Corinthians, Atlético-MG e Seleção Brasileira foi detido em maio de 2024 na cidade de Campinas, no interior de São Paulo. A prisão ocorreu no momento em que a delegação do Amazonas FC (clube que defendeu na época) chegava ao estádio Brinco de Ouro da Princesa para disputar uma partida pela Série B do Campeonato Brasileiro. A ordem de prisão foi expedida pela Justiça da Bahia por uma dívida acumulada de pensão alimentícia.

foi conduzido pelos policiais civis à 10ª Delegacia de Polícia de Campinas e passou a noite na carceragem. O ex-jogador foi liberado no dia seguinte após sua defesa efetuar o pagamento integral dos valores pendentes e apresentar os comprovantes ao juiz responsável pelo caso. Essa não foi a primeira vez que o atleta enfrentou entraves judiciais por conta de dívidas de pensão, registrando notificações e retenções anteriores pelo mesmo motivo.

9) Jorge Valdivia (Chile)

Jorge Valdivia. Foto: Friedemann Vogel/Getty Images
Jorge Valdivia. Foto: Friedemann Vogel/Getty Images

O ex-meia do Palmeiras e da seleção chilena viveu seu momento mais crítico com a Justiça em outubro de 2024, quando foi detido em Santiago, no Chile. Valdivia foi preso preventivamente após ser formalmente denunciado pelo crime de estupro por uma mulher que trabalhava como tatuadora. O caso teria ocorrido em seu apartamento, após um encontro entre os dois em um restaurante da capital chilena.

Por determinação do 8º Tribunal de Garantia de Santiago, o ex-jogador cumpriu prisão preventiva na penitenciária de Rancagua, onde permaneceu recluso por cerca de 12 dias. Em novembro de 2024, a Justiça aceitou o recurso interposto por sua defesa e revogou a prisão preventiva, substituindo a medida cautelar por prisão domiciliar noturna, proibição de deixar o país e ordem de afastamento da vítima, enquanto as investigações criminais seguiram em andamento no país.

8) Vampeta (Brasil)

Vampeta. Foto: Buda Mendes/Getty Images
Vampeta. Foto: Buda Mendes/Getty Images

O ex-volante, campeão mundial em 2002 e ídolo do Corinthians, Vampeta já foi detido e passou um breve período preso durante sua passagem pelo futebol do Kuwait, por volta de 2004. Ele foi flagrado por policiais locais com garrafas de uma bebida fermentada artesanalmente (que ele tentava produzir como vinho usando suco de uva), o que violava as leis locais de proibição de álcool. Ficou detido por cerca de um a dois dias até ser liberado.

No Brasil, ele também foi detido rapidamente em fevereiro de 1998, ao lado do colega Edílson, após uma confusão envolvendo uma multa de trânsito e desacato à autoridade quando pararam para comer um lanche na madrugada em São Paulo, mas foi liberado no mesmo dia.

7) Ruben Semedo (Portugal)

Ruben Semedo. Foto: Octavio Passos/Getty Images
Ruben Semedo. Foto: Octavio Passos/Getty Images

O zagueiro português protagonizou um dos casos criminais mais severos envolvendo um jogador em atividade na Europa. Em fevereiro de 2018, quando atuava pelo Villarreal, da Espanha, Semedo foi preso acusado de tentar homicídio, agressão, roubo com violência e sequestro de um homem em sua residência, além de posse ilegal de armas de fogo. Ele passou cerca de cinco meses detido na prisão de Picassent, na província de Valência.

Semedo obteve a liberdade provisória em julho de 2018 mediante o pagamento de uma fiança de 300 mil euros. No julgamento realizado em julho de 2020, o jogador admitiu parte dos crimes e foi condenado a uma pena de cinco anos de prisão. No entanto, o Tribunal espanhol suspendeu a execução da pena privativa de liberdade em troca da proibição de o atleta entrar em território espanhol pelo período de oito anos, permitindo que ele continuasse sua carreira no futebol em outros países.

6) Marcelinho Paraíba (Brasil)

Marcelinho Paraíba. Foto: Stuart Franklin/Getty Images
Marcelinho Paraíba. Foto: Stuart Franklin/Getty Images

O caso de Marcelinho Paraíba em 2011 envolveu uma grave acusação de tentativa de estupro ocorrida durante uma festa em seu sítio, no município de Campina Grande. Na ocasião, o ex-jogador foi preso em flagrante pela polícia civil após ser acusado por uma médica de tentar beijá-la à força, além de puxar seu cabelo e agredi-la fisicamente diante da recusa. Ele passou a noite na carceragem da Central de Polícia local e foi liberado no dia seguinte, após receber um alvará de soltura da Justiça.

Apesar da repercussão inicial do crime e da prisão, o processo judicial teve uma reviravolta anos mais tarde, em 2017. O Tribunal de Justiça da Paraíba acabou absolvendo o ex-atleta da acusação de estupro, sob o argumento de que não existiam provas suficientes e robustas para a sua condenação criminal. O caso foi encerrado e arquivado de forma definitiva, restando apenas as marcas da polêmica na carreira do jogador.

5) Diego Maradona (Argentina)

Diego Maradona. Foto: Marcos Brindicci/Getty Images
Diego Maradona. Foto: Marcos Brindicci/Getty Images

Em abril de 1991, um dos maiores astros da história do futebol mundial viveu um dos capítulos mais sombrios da sua carreira fora dos gramados. Apenas alguns meses após deixar o Napoli e no auge do escândalo de dopping por uso de substâncias proibidas na Itália, Maradona foi detido pela polícia argentina em um apartamento no bairro de San Telmo, em Buenos Aires, acompanhado de amigos.

No local, as autoridades policiais apreenderam cerca de meio quilo de cocaína. Maradona foi levado sob custódia e passou pouco mais de um dia preso na delegacia, sendo liberado após o pagamento de uma fiança equivalente a 20 mil dólares na época. A Justiça argentina o condenou a prestar serviços comunitários e a se submeter a um tratamento médico obrigatório contra a dependência química para evitar o cumprimento de pena em presídio.

4) Goleiro Bruno (Brasil)

Goleiro Bruno. Foto: Reprodução/Redes sociais
Goleiro Bruno. Foto: Reprodução/Redes sociais

O ex-goleiro e capitão do Flamengo, Bruno Fernandes, foi preso em julho de 2010 como principal acusado do sequestro, assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, jovem com quem teve um filho. O crime chocou o país e paralisou sua carreira no auge. Em março de 2013, o Tribunal do Júri de Contagem (MG) o condenou a 22 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado.

Bruno cumpriu grande parte de sua pena em regime fechado na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Em julho de 2019, após ter cumprido nove anos de reclusão no regime fechado, a Justiça concedeu a progressão da pena para o regime semiaberto. Anos depois, em janeiro de 2023, o ex-jogador obteve a concessão da liberdade condicional pela Justiça do Rio de Janeiro, passando a cumprir o restante da pena em liberdade. Mas, em 2026, foi preso em São Pedro da Aldeia (RJ) após passar meses considerado foragido por viajar sem autorização judicial e violar termos da condicional.

3) Quincy Promes (Holanda)

Quincy Promes. Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images
Quincy Promes. Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images

O atacante com passagens pelo Ajax e pela seleção da Holanda acumula duas condenações criminais graves em seu país natal. Em junho de 2023, Promes foi condenado pela Justiça holandesa a um ano e meio de prisão por ter esfaqueado o próprio primo no joelho durante uma festa familiar em 2020. Em fevereiro de 2024, ele recebeu uma nova e mais pesada condenação: seis anos de prisão por envolvimento direto no tráfico internacional de mais de 1,3 tonelada de cocaína trazida pelo porto de Antuérpia.

Como residia e jogava na Rússia (pelo Spartak Moscou), país sem acordo de extradição direta com a Holanda para esses casos, Promes evitou a prisão por meses. No entanto, em março de 2024, ele foi detido pelas autoridades locais em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto tentava retornar à Rússia após um período de treinos. Ele permaneceu preso nos Emirados Árabes enquanto os governos holandês e emiratense formalizavam os trâmites do processo de extradição.

2) Robinho (Brasil)

Robinho. Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

O ex-atacante do Santos, Real Madrid, Milan e Seleção Brasileira foi condenado em todas as instâncias pela Justiça da Itália a nove anos de prisão por estupro coletivo de uma jovem albanesa. O crime ocorreu em uma casa noturna em Milão, no ano de 2013, quando o jogador atuava pelo clube italiano. Como a Constituição brasileira não permite a extradição de cidadãos natos, a Itália solicitou à Justiça do Brasil a homologação da sentença para que a pena fosse cumprida em solo nacional.

Em março de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por ampla maioria, validar a sentença estrangeira e decretar a execução imediata da pena no Brasil. Robinho foi preso pela Polícia Federal em Santos e transferido para a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, conhecida por abrigar detentos de casos de grande repercussão nacional, onde cumpre a pena de nove anos de reclusão em regime fechado.

1) Daniel Alves (Brasil)

Daniel Alves. Foto: Hector Vivas/Getty Images
Daniel Alves. Foto: Hector Vivas/Getty Images

O ex-lateral da Seleção Brasileira, Barcelona e São Paulo foi detido na Espanha em janeiro de 2023 após prestar depoimento voluntário sobre uma acusação de agressão sexual ocorrida no banheiro de uma casa noturna em Barcelona, no final de dezembro de 2022. Diante do risco de fuga para o Brasil e das inconsistências nos seus depoimentos iniciais, a Justiça espanhola decretou a prisão preventiva sem direito a fiança, enviando o atleta para o presídio Brians 2.

Após passar mais de 13 meses em prisão preventiva, Daniel Alves foi julgado em fevereiro de 2024 e condenado pelo Tribunal de Barcelona a quatro anos e meio de prisão por agressão sexual. Em março de 2024, a Justiça concedeu a liberdade provisória mediante o pagamento de uma fiança de 1 milhão de euros e a entrega de seus passaportes. O ex-jogador deixou a prisão em março de 2024 após cumprir cerca de 14 meses recluso, aguardando em liberdade o julgamento definitivo dos recursos apresentados por sua defesa.