Polícia aponta associação criminosa no São Paulo e aliado de Casares é principal alvo
Relatório aponta anotações que detalham esquema e indicam participação de ex-dirigente Segundo o ge, um relatório do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) concluiu que Rita de Cássia Adriana Prado, Mara ...
Segundo o ge, um relatório do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) concluiu que Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Marcio Carlomagno atuavam como sócios informais em um esquema criminoso ligado à venda ilegal de camarotes do São Paulo. O grupo teria uma estrutura organizada, com divisão fixa de lucros.
A apuração se baseia na análise de um caderno apreendido pela Polícia Civil em janeiro, durante uma operação relacionada ao inquérito que investiga a comercialização clandestina de espaços no Morumbis. O caso havia sido revelado anteriormente pelo ge.
O documento também traz uma mudança importante: Marcio Carlomagno, antes apenas citado por um dos investigados, agora é apontado diretamente como integrante do esquema. A Polícia Civil passou a considerá-lo parte ativa da associação.
Mais detalhes do caso
Segundo o ge, áudios divulgados mostram que Douglas Schwartzmann indicava Marcio Carlomagno como quem liberava os espaços usados no esquema de camarotes. Na época, Carlomagno negou ter recebido dinheiro. Agora, por meio da defesa, voltou a negar qualquer envolvimento.
A investigação avançou após a Polícia Civil encontrar um caderno na casa de Rita de Cássia Adriana Prado. A análise indica que o esquema funcionou por quase dois anos, entre 2023 e 2025, durante eventos no Morumbis, sem interrupções nesse período.
Nas anotações, Adriana aparece como responsável por organizar as vendas e dividir os lucros. Ela chama os envolvidos de “sócios” e registra uma divisão igual, com 25% para cada um. Para a polícia, isso reforça que havia uma estrutura organizada.
O caderno também mostra que Adriana sabia das irregularidades e tinha preocupação com as consequências. Em alguns trechos, ela cogita formas de se proteger e até sair do esquema, além de demonstrar medo e pressão com a situação.
Defesa responde

Ainda segundo o ge, a defesa de Douglas Schwartzmann afirma que o inquérito é sigiloso e critica o vazamento de informações, dizendo que os dados foram divulgados fora de contexto. Os advogados também questionam o relatório da polícia, alegando que ele se baseia em anotações sem organização clara e não tem força para comprovar irregularidades.
Já as defesas de Rita de Cássia Adriana Prado e Mara Casares dizem que ainda não tiveram acesso completo ao material e que não é possível tirar conclusões agora. Elas afirmam que o relatório traz apenas interpretações da investigação e reforçam que qualquer posicionamento mais detalhado será feito no momento certo.