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Endrick rejeita protagonismo e cobra união na Seleção Brasileira

Endrick rejeita protagonismo e cobra união na Seleção Brasileira

08/05/2026 17:29

Atacante concedeu entrevista à revista Placar e fez um alerta sobre individualismos e expectativas sobre o grupo que vai brigar pelo Hexacameponato A obsessão nacional por escolher “o nome da Copa” parece não contaminar ...

Atacante concedeu entrevista à revista Placar e fez um alerta sobre individualismos e expectativas sobre o grupo que vai brigar pelo Hexacameponato

A obsessão nacional por escolher “o nome da Copa” parece não contaminar Endrick. Em entrevista à Placar, o atacante do Lyon tratou o assunto com uma frieza rara em tempos de marketing esportivo: disse não se considerar presença certa na lista de 26 jogadores que Carlo Ancelotti anunciará no dia 18 e descartou a tese, tão brasileira quanto equivocada, de que uma Copa do Mundo se ganha no talento solitário de um protagonista.

“Tem duas vagas entre os 26 jogadores e eu estou lutando por uma delas. Não só eu, como Igor Thiago, o João Pedro, o Richarlison e vários outros atacantes que atuam no Brasil. Vou seguir lutando até o final, fazendo o que for preciso para estar lá”, iniciou Endrick.

“Essa coisa de ser ‘o cara do hexa’ não pode ser vista assim. O bom é a gente formar uma família, formar uma seleção dentro da Seleção Brasileira para a levarmos não só os jogadores, como toda a nação para dentro”, completou.

Endrick afirma que Seleção deve formar uma família

O jovem atacante também estende a blindagem a outro companheiro de bastante apelo midiático tanto pelo futebol, como pela representatividade que possuí: “Não pode ficar somente nas costas do Vini [Junior], que é um grande jogador. Acho que se nos unirmos junto com a torcida, será a melhor coisa, um jogador a mais para todos os atletas e para a seleção brasileira. Então, seja quem for ‘o cara do hexa’, não será só um cara ou uma pessoa, mas um grupo, uma família”.

Os 14 minutos em campo contra a Croácia ajudaram Endrick a se aproximar da Copa. Não porque tenha resolvido o jogo sozinho, mas porque foi decisivo no pouco tempo que teve. Sofreu o pênalti convertido por Igor Thiago, que colocou o Brasil na frente, e ainda serviu Gabriel Martinelli no terceiro gol. Fez, em um quarto de hora, o que muito candidato a craque não consegue produzir em 90 minutos.

Endrick em ação pela Seleção Brasileira – Foto: Lucas Gabriel Cardoso/AGIF

Os números no Lyon explicam a pressão popular por sua titularidade: oito gols e seis assistências em 19 partidas desde que chegou ao clube. Em tempos de redes sociais, estatística virou argumento definitivo — às vezes, o único. A arquibancada digital já o escalou na seleção e, como de hábito, também decidiu que deve ser titular. Endrick, parece menos contaminado por esse ambiente. Insiste numa obviedade: seleções vencedoras dependem mais de engrenagem coletiva do que da fabricação compulsiva de heróis.

Centroavante aborda responsabilidades

O atacante alerta: “Eu acho que sempre foi assim: nunca um jogador ganhou um campeonato sozinho. Um jogador, claro, pode ganhar um jogo sozinho, mas nunca um campeonato. Isso é bem claro. Se você jogar sozinho e não fizer as coisas pelo seu time, não vai ganhar. Então, realmente, tem que ser um jogo coletivo, uma família”.

“É claro que alguns terão mais responsabilidade, mas não pode a pressão ser somente em um jogador. Cada um precisa tomar um pouco da responsabilidade para levar o Brasil, levar todo mundo junto e, assim, ganhar a Copa do Mundo. Como falei: não será um só jogador e, juntamente com os jogadores, toda a nação”, finalizou.