Análise: Inter arquiva promessas e dá pouco espaço aos jovens da base em meio à crise no Brasileirão
Pressionado dentro e fora de campo, o Internacional não tem utilizando os nomes da base; Juntos, jogadores têm menos de 1300 minutos em campo O Internacional vive uma situação delicada no Campeonato Brasileiro. Hoje, o t...
O Internacional vive uma situação delicada no Campeonato Brasileiro. Hoje, o time está na zona de rebaixamento e se vê em meio a uma crise financeira. Sem vencer há dez partidas, o Colorado tenta encontrar soluções para mostrar uma reação no nacional.
Diante da má fase e das dificuldades financeiras, os jovens da base não têm ganhado espaço com Paulo Pezzolano. Luiz Felipe, que aparecia como uma opção para o jogo deste sábado (12), contra a Chapecoense, sequer foi cogitado para a lateral esquerda. Bernabei será titular.
Mas por que alguns dos principais ativos do Colorado recebem tão poucos minutos no time profissional enquanto diversos jogadores do elenco são constantemente criticados pela torcida?
Análise: jovens da base somam menos de 1999 minutos pelo profissional
Henrique Menke, quarto goleiro do Inter, sequer ganhou oportunidade na equipe principal. Com sondagens da Europa, o jogador fica atrás de Rochet, Matheus Cunha e Anthoni na hierarquia da posição. Ele foi emprestado ao Como, da Itália, e aguarda uma chance com Pezzolano.
Luiz Felipe tem 126 minutos em campo. O jovem lateral foi titular diante do Cruzeiro, mas não ganhou mais tempo no time. Nos bastidores, a comissão entende que o jogador precisa de mais maturidade e ritmo para ganhar novas oportunidades.
Raykkonen, que foi promovido por Roger Machado, sumiu esta temporada após uma lesão. O último jogo do centroavante, que também está na mira de times europeus, foi em janeiro, na estreia do Inter no Brasileirão.
Allex é um dos que mais aparecem no time titular, principalmente pelo Campeonato Gaúcho. Com Pezzolano, o meia aparece constantemente no Brasileirão, mas sem muitos minutos. Na temporada, ele tem 25 jogos, com dois gols marcados.
Já João Bezerra e Yago Noal, apontados como uma das principais promessas do time gaúcho, não voltaram a aparecer no time principal e continuaram no sub-20 do Internacional.
Contando com a Recopa Gaúcha, em que o Colorado jogou com um time misto, os nove jogadores somam 1999 minutos em campo:
- Henrique Menke: 0 minutos pelo profissional
- Raykkonen: 91 minutos pelo profissional
- Luiz Felipe: 126 minutos pelo profissional
- Allex: 1202 minutos pelo profissional
- Kauan Jesus: 0 minutos pelo profissional
- Benjamin: 214 minutos
- Denis Marfo: 43 minutos
- Yago Noal: 54 minutos
- João Bezerra: 269 minutos
Ou seja, dividindo a minutagem entre os nove jogadores, cada um tem uma média de 222 minutos em campo, menos de três jogos completos na temporada (média de 2,4 partidas). Um número baixo para uma equipe que já soma 44 jogos no ano.

Opinião: será que o Inter está olhando para o lugar correto?
Muitos torcedores não conseguem entender como Sanabria, por exemplo, é melhor que Raykkonen. Ou como Luiz Felipe não ganha oportunidade para manter Bernabei como atacante. Ou como Henrique Menke, que foi destaque pelo Primavera, time sub-20 do Como, para uma posição em que Matheus Cunha e Anthoni não passam confiança.
Talvez, a comissão técnica esteja olhando pelo ângulo errado. A base do clube está, praticamente, escanteada. Enquanto os adversários revelam novos prodígios, o Inter sequer olha para quem está brigando por uma oportunidade.
O ponto aqui é que, em meio aos vários problemas e baixas que o Colorado tem encarado nas últimas rodadas, parece que os jovens não estão ganhando oportunidades que deveriam estar recebendo. Será que o Internacional não está deixando um novo talento passar para dar oportunidade para algum jogador que não vai corresponder às expectativas?