Pressão aumenta e semana pode definir futuro de Roger Machado no São Paulo
Diretoria mantém respaldo, mas sequência contra Juventude e Mirassol é vista como determinante A semana será decisiva para o futuro de Roger Machado no comando do São Paulo. Pressionado por resultados e desempenho, o tre...
A semana será decisiva para o futuro de Roger Machado no comando do São Paulo. Pressionado por resultados e desempenho, o treinador entra em campo com o cargo ameaçado, mesmo ainda contando com respaldo da diretoria e da presidência do clube.
Internamente, o entendimento é claro: cada jogo pode ser determinante. O primeiro desafio é contra o Juventude, pela Copa do Brasil, no Morumbis. Uma atuação abaixo ou até mesmo um resultado negativo diante de um adversário da Série B pode aumentar ainda mais a crise e tornar a permanência praticamente insustentável.
Na sequência, o Tricolor encara o Mirassol, fora de casa, em mais um compromisso complicado. O adversário chega embalado após vencer o Internacional, resultado que aumenta ainda mais a pressão sobre o São Paulo, que não conseguiu desempenho semelhante recentemente.
Diretoria mantém apoio, mas cenário é delicado
Apesar da pressão externa e interna, a diretoria optou, neste momento, por manter o respaldo ao treinador. O presidente Harry Massis segue alinhado com o diretor de futebol Rui Costa e com o gerente esportivo Rafinha, sustentando a permanência de Roger Machado.

Ainda assim, o ambiente nos bastidores está longe de ser tranquilo. Após a derrota para o Vasco, a pressão aumentou consideravelmente, com críticas vindas de conselheiros e figuras influentes dentro do clube.
Há, inclusive, uma ala significativa que defende mudanças imediatas no comando técnico e também no departamento de futebol. O entendimento de parte desse grupo é que a manutenção do cenário atual pode desgastar ainda mais a imagem da gestão.
Futebol pesa na gestão e aumenta tensão interna
O futebol, como principal vitrine do clube, tem impacto direto na avaliação da presidência. Mesmo com avanços em outras áreas, o desempenho dentro de campo é visto como determinante para a estabilidade política do São Paulo.
Nos bastidores, já existe o alerta de que a insistência no atual modelo pode custar caro à gestão, inclusive pensando em cenário futuro dentro do clube. A pressão sobre Harry Massis também cresce à medida que os resultados não aparecem.
Diante disso, a semana se desenha como um ponto de virada. Dois jogos, duas oportunidades — e possivelmente o limite para a continuidade de Roger Machado no comando do São Paulo.