Brasil cai para 39º em ranking e fica atrás de rivais no ciclo pós-Copa
Aproveitamento da Seleção cai após o Qatar, contrasta com ciclo anterior e expõe perda de consistência frente a concorrentes A Seleção Brasileira atravessa um dos ciclos mais irregulares das últimas décadas. Um levantame...
A Seleção Brasileira atravessa um dos ciclos mais irregulares das últimas décadas. Um levantamento realizado pelo Superscore aponta que, desde 2023, o time soma 52,4% de aproveitamento, ocupando apenas a 39ª posição entre as 48 seleções classificadas para a próxima Copa do Mundo.
O dado ganha ainda mais peso quando comparado com rivais diretos e potências do futebol mundial. Enquanto o Brasil aparece na parte inferior da lista, seleções como a Argentina lideram com ampla vantagem, evidenciando uma diferença de desempenho significativa no período pós-2022.
Brasil perde consistência e fica atrás de sul-americanos
Dentro da própria América do Sul, o cenário é desfavorável. A Seleção aparece atrás de quatro concorrentes diretos: além da Argentina, também ficam à frente Colômbia, Equador e Uruguai, todos com aproveitamento superior no mesmo recorte.
O desempenho reflete uma sequência de instabilidade. Desde a saída de Tite após a Copa do Mundo do Qatar, a equipe teve quatro treinadores diferentes, Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti, sem conseguir estabelecer um padrão consistente.
Em 35 partidas disputadas, foram 15 vitórias, 10 empates e 10 derrotas, com saldo de gols positivo, mas distante de um desempenho dominante.
Comparação com ciclo de Tite evidencia queda brusca
Sob o comando de Tite, entre 2019 e 2022, o Brasil alcançou 80,7% de aproveitamento, com apenas duas derrotas em 50 jogos. No período, a equipe conquistou a Copa América 2019 e foi vice na edição de 2021, além de liderar com folga as Eliminatórias.

Já no ciclo atual, os resultados em competições oficiais também ficaram abaixo do esperado. A eliminação nas quartas da Copa América 2024 para o Uruguai e a campanha apenas mediana nas Eliminatórias reforçam a dificuldade em manter competitividade.
Enquanto isso, seleções como a Argentina (83,8%), além de europeus e africanos com alto rendimento, ampliaram a distância no cenário internacional em relação ao Brasil.