São Paulo recusa R$ 40 milhões por volta da Penalty e alinha renovação com New Balance até 2032
Tricolor avalia proposta inferior no pacote geral e aposta em projeção internacional para manter parceria atual com a NB O São Paulo decidiu recusar uma proposta de aproximadamente R$ 40 milhões anuais da Penalty para as...
O São Paulo decidiu recusar uma proposta de aproximadamente R$ 40 milhões anuais da Penalty para assumir o fornecimento de material esportivo e, ao mesmo tempo, avançou nas tratativas para renovar com a New Balance até 2032.
A investida da Penalty fazia parte de um movimento estratégico da empresa para retomar protagonismo no futebol brasileiro. O projeto apresentado ao Tricolor incluía o resgate de uma identidade retrô, com inspiração em uniformes históricos da década de 1990 — período em que a marca esteve ao lado do clube nas conquistas mundiais.
Apesar dos valores considerados competitivos, com cifras entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões por temporada, além de bônus por metas, a diretoria são-paulina avaliou que o pacote global era inferior ao cenário atual. A apuração é do colega Valentin Furlan, do UOL Esporte.
Volta da Penalty? New Balance tem vantagem no SPFC
Internamente, pesa a favor da New Balance a capacidade de distribuição internacional e a maior exposição da marca em mercados fora do Brasil, fator visto como estratégico para fortalecer a imagem do clube no exterior.
Em resposta ao UOL, a assessoria de comunicação do Tricolor justificou a prioridade com a New Balance para manter a parceria atual: “O São Paulo entende que a parceria com a New Balance pode render mais de R$ 60 milhões por ano”.
Parte do conselho são-paulino resistente a acordo com New Balance

Ainda assim, o novo vínculo enfrenta resistência política dentro do Conselho Deliberativo e, neste momento, não há garantia de aprovação imediata do acordo, mesmo com as negociações já em estágio avançado.
Segundo Furlan, o principal ponto de incômodo envolve o modelo do contrato: a duração até 2032, a multa rescisória considerada elevada, que começa na casa dos R$ 200 milhões e a ‘pressa’ pela renovação, já que o contrato vigente termina apenas em 20 meses.