William Batista explica como jovens lidam com retorno ao Sub-20 do Corinthians
Em entrevista exclusiva ao Bolavip, treinador detalhou como trabalha com jogadores que alternam entre a equipe principal e a base Para um jogador formado no Corinthians, chegar ao profissional representa um dos momentos ...
Para um jogador formado no Corinthians, chegar ao profissional representa um dos momentos mais importantes da carreira. Mas a transição nem sempre acontece de maneira definitiva. Em alguns casos, o atleta pode treinar ou até atuar com o elenco principal e depois retornar ao Sub-20.
Em entrevista exclusiva ao Bolavip, William Batista explicou como trabalha esse cenário com os jovens do Timão e destacou que o retorno à base não deve ser encarado pelo jogador como um retrocesso. Para o treinador, a integração entre os departamentos é fundamental para que o processo seja natural.
“Quando as relações são mais próximas e o fluxo de informação tem uma organização no clube, isso se torna uma coisa só, então é muito tranquilo pela relação atual que existe entre o profissional e a base”, explicou William.
Corinthians tenta aproximar profissional e categorias de base
O treinador entende que o jovem precisa enxergar o clube como uma estrutura única, independentemente da categoria em que estiver atuando. Dessa maneira, voltar ao Sub-20 depois de uma experiência no profissional não significa começar novamente.
“Os jogadores sabem o que representa o Corinthians, tanto quando ele está em cima, quanto quando ele está no Sub-20”, afirmou o comandante.
William citou situações que viveu nesta temporada para mostrar como esse processo pode funcionar na prática. Gui Negão e Dieguinho, por exemplo, chegaram a descer para defender o Sub-20 nas finais do Campeonato Brasileiro da categoria.
“Tivemos casos esse ano do Gui Negão e do Dieguinho terem descido e atuado nas finais do Brasileiro conosco. Foram exemplares. A dedicação, o empenho, aquilo que eles entregaram para a gente no dia a dia”, destacou.
A postura dos jogadores nesses momentos é justamente uma das preocupações da comissão técnica. Para William, independentemente de estar no profissional ou na base, o atleta precisa manter o mesmo nível de comprometimento e entender que cada oportunidade faz parte da sua formação.
William cita outros jovens que vivem processo de transição
Além de Gui Negão e Dieguinho, o treinador mencionou outros jogadores que passaram por diferentes etapas dentro do Corinthians e que, segundo ele, demonstram identificação com o clube e disposição para seguir evoluindo.
“Também posso citar outros casos: o Iago Machado, Yago Melo, o Luizinho, Matheus (goleiro)… são jogadores que gostam muito do clube, que gostam muito de viver o dia a dia do clube, que são apaixonados pelo clube”, afirmou.
A ideia, portanto, é evitar que a divisão entre base e profissional crie uma sensação de ruptura para os atletas. William acredita que o ambiente precisa continuar sendo estimulante para o jogador, mesmo quando ele retorna temporariamente para uma categoria inferior.
“Entendem o tamanho e a grandeza do Corinthians, de representar o Corinthians, a instituição ao entrarem em campo, e isso independentemente de ser profissional ou Sub-20. Precisamos oferecer o ambiente com nível de treinamento que gere entusiasmo, sabe? Para que eles olhem e pensem: ‘pô, isso é legal, é bom, vai me ajudar, vai valer a pena’”, explicou William.
O treinador encerrou reforçando que a lógica precisa ser coletiva. Para ele, o desenvolvimento dos jovens não pode ser tratado como uma disputa entre base e profissional, mas como etapas diferentes de um mesmo processo dentro do Corinthians.
“E o Corinthians é um só. E o Corinthians estando bem, todo mundo vai estar bem”, concluiu William Batista.