Gabriel Delfim processa a organizada do Cruzeiro por usar sua imagem e lucrar com briga generalizada
Goleiro reserva do Galo não se calou após ver sua imagem exposta em material da torcida organizada do rival Gabriel Delfim, goleiro reserva do Atlético-MG, virou personagem involuntário de um roteiro que mistura futebol ...
Gabriel Delfim, goleiro reserva do Atlético-MG, virou personagem involuntário de um roteiro que mistura futebol e barbárie. O goleiro acionou a chamada Máfia Azul, organizada do Cruzeiro, por uso indevido de sua imagem — um detalhe jurídico que nasce de um episódio bem mais revelador.
Na final do Campeonato Mineiro, em 8 de março, o que se viu esteve longe de qualquer ideal esportivo. Delfim, reserva, acabou no centro de uma cena de agressões com Kaio Jorge, atacante do Cruzeiro. O jogo, que deveria decidir um título, expôs mais uma vez o quanto o futebol brasileiro ainda flerta perigosamente com o descontrole — dentro e fora de campo.
Segundo o processo, Gabriel Delfim sustenta que a Máfia Azul decidiu transformar o episódio em negócio. Passou a vender camisetas com estampa de caráter pejorativo, explorando a confusão sem qualquer autorização.
O que Gabriel Delfim pede na ação contra organizada?
Não se trata apenas de oportunismo comercial — é, na visão do goleiro, uma tentativa deliberada de lucrar às custas da sua imagem e de reduzir um episódio já lamentável à peça de deboche. Para o arqueiro, a organizada, além de vantagem financeira, “mancha sua honra e imagem”.
O desfecho, ao menos por ora, está no campo previsível do Judiciário. Gabriel Delfim pede indenização por danos morais e materiais, além da reparação pelo uso indevido de imagem. Quer também o básico: que cessem as vendas e que as publicações desapareçam. A causa foi fixada em R$ 45 mil.
Vale lembrar, que a briga, sem precedentes em um clássico mineiro, também bateu um recorde negativo. Isso porque foi o jogo em que mais atletas foram expulsos, divertidos com cartão vermelho, como bem apontou recente matéria do Bolavip Brasil.
Acordo entre as partes balizou as punições

Nos bastidores, Atlético-MG, Cruzeiro e a Procuradoria optaram por uma transação disciplinar para resolver o caso. Pelo acordo, cada atleta expulso deverá cumprir quatro jogos de suspensão. Além disso, os clubes foram punidos com multa de R$ 400 mil cada, valor que será destinado a ações sociais.